terça-feira, janeiro 12, 2010

...de quantas formas...

se soubesses de quantas formas me vesti
de quantas máscaras utilizei
de quantas dúvidas fui tomada
e de quantas vezes repeti teu nome
adorado nome...
tantas as vezes em que escrevi esperanças
e as guardei no canto de meu olhar
mesmo as lágrimas que correm
não escoam solidão
e saudade sentidas dor-mágoa
e não impediram que as horas- distância,
o revelassem em mim
Você, tão perfeitamente
Em ti...
Enfim, agora dói em mim o não encontro daquele que amei
Estão vazias as palavras
Estão extintas as esperanças aladas
no ritmo cardíaco de tua voz
som e silêncio
que ressoam somente confissões
previsões
tudo era tão possível de mim para ti
tudo se fez imprevisível e cotidiano
de ti para mim
como os passos que empreendi
amor e sonho
na tua direção...

sábado, dezembro 12, 2009

For all my life

eu...
será?
sou...
uma em dó
pena, solidão...
os copos todos não me tiraram
a certeza de que acabou...

nada nem ninguém para habitar de novo
aqui onde você tão rapidamente deixou de se aninhar

pernas incertas
e lágrimas

por quê?

ah, amor, sentimento fero, quantas me fizeste passar...

tonta e só

perdida...

tua ida me deixou assim

em altissonante ausência...

que eu fiz? - repete meu cérebro em dissonância de meu coração estúpido
ainda o ama...

e meu corpo... sente maior a angústia  - não mais ser/ter você calor e magia...

que eu fiz? - amei-o como quem não esquece de bendizer a sorte de respirar
pela saúde plena de seus pulmões.

que fiz eu? - e as lágrimas dissipam a esperança e reforçam a dor
quando encontro a coragem para admitir  a resposta:
"Tu, criatura, amaste, como quem ama a própria e inefável sorte de viver!

sábado, outubro 31, 2009

senhas

não
não quero mais a palavra fácil
estado dicionarizado

saudade...

quero-a sendo atravessada
sentidos nesses dias de tua ausência
não, não analise os investimentos
não culpes as madrugadas
atribuladas que tens
assuma um certo decair de tua crença sobre o amor
jure fidelidade à paixão assoladora
que o corrompe
e o deixa culpado
e não, não justifique..
não se agarre a mim
como eu me agarro a ti, frágil, pobre
e tão necessitada de tuas mãos

por que debochaste de meu amor assim?
por que escolheste o rosa
e me despetalaste assim sem comoção de tua parte?
por que me pensas animadora de teus dias burocráticos?
com que direito insinuas outro em minha vida
com que direito assolas meus dias com tua atenção agendada?

separemos o joio do trigo...

meu eu não se fez assim a partir tão somente de ti, mas também
não sou estúpida porque lhe sou grata

separemos o joio...

há dois momentos e eles não são interdependentes
não se empenhe em mim como ponto de fuga...

pois não me empenho em ti para me tornar mais feliz
pelo contrário...

terça-feira, outubro 27, 2009

Sem saudade, sem coberta...no tapete atrás da porta





tem dias em que a gente se sente como quem partiu ou morreu...(chico buarque)

sexta-feira, julho 24, 2009

Há um ano...

Há um ano, surto, me desfaço
Refaço
Condenso estripulias
Palavras generosas
Fluidas
Muitas vezes vazias das verdades que contêm...
Pelo amor...
que não se refez, mas que se descobriu Amor

Antes de a consciência que o continha
Tomasse ciência de
Sua inexpugnável existência..
Há um ano? Ou faz um dia?
Ou há segundos, desejo inteira
Inteiro o mundo
Cabendo no meu corpo pelo envolvimento de tuas mãos
Insanidade dual que afoga, arrebata, amedronta
Mata para me ressuscitar!

terça-feira, junho 09, 2009

INVESTIMENTO...

manhã
acordar, mais cedo? uma tentativa...
no amanhã, amar, para sempre? uma ilusão

meio-dia
almoço...uma caminhada. um retornar cronometrado

a tarde chega...findar de mais? um dia, ...
em casa, tv ligada e a alma, mais do que o corpo,
dilacerada pela ausência de tudo: amor-próprio
amor-outro, amor-amor...
você não vem?
sim?
então...
cinco minutos de cochilo...de novo, o coração sobressaltado
era um sonho.
as mãos e o sorriso da boca, que se desejava,
se desvanecem,
assim como o sono,
e olhar cético no corpo

eletrizado de tanta despedida...
ninguém poderá dizer que não tentou...
eles riem sempre dela, enquanto balançam a cabeça, sentindo pena...
e ele não vê que era só por amor...

Sutilmente...

SUTILMENTE
Composição: Samuel Rosa / Nando Reis

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce

Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti

domingo, junho 07, 2009

Sob a luz dessa lua fria

eu sempre morro mais um dia
eu sempre nasço mais uma vez
e sempre à espera
um bom dia!
à espreita, pontada esquerda
inexplicável dor e ternura
sacode minha alma essa coisa do milagre da vida
que frágil, resiste e brilha
tão acima de mim, acima de um Nós, egoísta
insano, irresponsável...
não se conta a felicidade nos dedos
ela registra-se aqui, duramente leva
severamente punitiva...
eu sempre morro mais um dia
distante a lua fria...

quinta-feira, maio 14, 2009

Esse teu corpo...

Ah, esse teu corpo...
que dramatiza tão perfeitamente o meu
Ah, esse teu corpo que condensa meus apelos
e os faz explodir em mim prazer e dor e felicidade!

Ah, esse teu corpo...
inteireza
olhos leitores de meus desejos
mãos ávidas a me fazerem sentir o infinito
boca esperança que me faz renascer Mulher

Ah, esse teu corpo,
delineando em mim estratégias sedutoras
para que meu fôlego, perdido, suplique tua existência em mim...

Ah!...esses nossos corpos se aprendendo, se entregando, renascendo em petit morts...

Ah, o teu corpo sobre o meu, subvertendo minhas crenças
derrotando-me, tornando vencedor o Amor...

Ah, esse teu corpo presença-ausência fluida, tão real,
tão cabível nas minhas quimeras de romance e campos de girassóis...

Ah, a ilusão do teu corpo meu
do meu corpo teu
para sempre...

segunda-feira, maio 04, 2009

Tempo: esse Deus alado

o Tempo, passando, o trouxe a mim...
e feito menino travesso voou depressa quando minhas mãos tocaram teu ser
do you wanna dance?
no ritmo de nossos corações, cheguei antes mais uma vez...
ah, essa ansiedade que explode ternura saudade dor alegria dentro de mim
bombas sabor pitanga e morango
beijos sabor esperança e desejo,
nenhuma arma em nossas mãos
nenhum obstáculo
só o Tempo, Deus alado, alçou a tua proximidade de mim
de início meu Eu, tão prezado por mim, só uma taxa a mais
no fim, teu Eu, singularidade de mãos juntas no canto da cama
me dizendo hora de ir, é sempre preciso ir...
o Tempo, e suas asas rápidas, deixa-me Você sensações e saudade.
enquanto meu Eu, só mais um passageiro na poltrona 1, lugar frequentado apenas por uma esperança louca de cortar as asas do Tempo, esse menino alado, Deus travesso, cruel e sábio...

quarta-feira, abril 15, 2009

PS: I need you

Haverá um tempo, espero, em que vamos nos entender...
Será tao bom! Imagino...
Eu e você: seres distintos, mas disponíveis ao outro.
Você e eu: seres intercambiáveis, porém sem que haja nulidades.
Minha vida e a sua vida: dois modos de ser/estar no mundo.
Ah, o destino, as escolhas que fazemos. Eu não sabia que me perderia...
No cenário que me foi apresentado, eu tive certeza de que pudesse atuar na segunda fila
No entanto, num coração eu queria o lugar primeiro, porque no meu coração o teu é o lugar primeiro.

Puxa...

Nada do que não foi poderia ter sido.

"A noite caiu na minh'alma. Fiquei triste sem querer..." Drummond

domingo, abril 05, 2009

Mere words about...

I will never say: "I love you"...
It is not easy to me. Instead, it is easy to me say: "Bye!" '
'cause love you hurt me
Love is inside me. Love is me. I can't to say about me.
You're my love, are you? Am I your love, aren't I?
I don't know.
Love, love, love...What is love?

Love is...
Missing
Hurting
Happiness
Gift
Feelings...all feelings
Passion, hate
Sun
Storm
Pleasure
Love is a dictionary description...
In my soul, you exist, you make the difference...
You are perfect, we are the destiny
I will never obey...
I will give to you my best.

You are my real, special life
A way you are
The way I am
Only this is important!

I can't to dream, but I can to have you in my arms
This is unavoidable...

quinta-feira, março 19, 2009

O tato

O tato

O tato é o sentido que marca, no corpo, a divisão entre eros e tânatos. É através do tato que o amor se realiza. É no lugar do tato que a tortura acontece.


Foi um momento
O em que pousaste
Sobre o meu abraço
Num movimento
Mais de cansaço
Que pensamento,
A tua mão
E a retiraste.
Senti ou não?


Não sei. Mas lembro
E sinto ainda
Qualquer memória
Fixa e corpórea
Onde pousaste
A mão que teve
Qualquer sentido
Incompreendido,
Mas tão de leve! [...]


Como se tu,
Sem o querer,
Em mim tocasses
Para dizer
Qualquer mistério
Súbito e etéreo
Que nem soubesses
Que tinha ser.

(Fernando Pessoa)

segunda-feira, março 16, 2009

ONCE UPON A TIME II

Oi! Ooii, olá! Então...Que há de novo? Nada! Tudo assim, assim. Hum...Muito trabalho, domingo a domingo...Você gosta? De quê? Disso – trabalho de domingo a... Não! Claro que não! E por quê você...Ei, pergunta difícil, não. As duas riram. Pois é. Você... Que foi? Um olhar...É? Sim, mais sério que o de costume. A vida? Tudo bem. Ele? O olhar se desvia não somente do olhar-outro, mas dela mesma. Uma festa e um sonho! Então, perfeito! Meio sorriso a concordar. Certo? Certo! Ai, você...E os óculos? pergunta entre um riso-olhar de canto. Tenho novos. Que ótimo? Quer ver? O quê? Ora! O quê...os óculos. Ah, sim! Lindos! Sim, de repente os comprei – pura catarse. Um riso largo na expressão de olhar sério. E... estremeço. Mesmo? Como nunca..."Mares nunca d'antes navegados”. Amor, é o A M O R! - minha amiga. Agora, dois risos de acordo. Você o ama? Mais que isso! Silêncio reticente. Tatuagem, volúpia, saudade, calafrios, rimas fáceis – riso tímido no olhar de brilho-luz do amanhecer. Um suspiro. O que fazer? - pergunta escondendo as lágrimas que se ensaiam no canto-olhar de desalento. Sentir, ora! Ah, a sua forma de ver as coisas. Simples assim. É, perdoe-me. Não sou você. Há diferença. Não, não se preocupe. “O Tempo: senhor da razão.” Isto, melhor não evitar. Mas...o quê? Tanta ilusão ou realidade demais? Você, só você, minha amiga, pode definir. Posso!? Riso agora claro. Rosto afogueado. Então, eu gritarei “Te amo!”. Ei, mulher, está louca?! Sorry, my friend! Eu acho que...um minuto, essa música! Sim? No silêncio que se seguiu, a cadência dos passos das duas seguiu rumos diferentes. Ela, no entanto, coração denso, explodindo no peito, absorveu os versos:

Vem a chuva, molha o meu rosto e então eu choro tanto
Minhas lágrimas e os pingos dessa chuva
Se confundem com o meu pranto
Olho pra mim mesmo, me procuro e não encontro nada
Sou um pobre resto de esperança à beira de uma estrada

domingo, março 15, 2009

OFERTÓRIO...

Um coração para ocupares inteiro...
Um amor para desfrutares quando assim desejares...
Um beijo para soprar, em tua boca, segredos indizíveis...
Um abraço para que te deixes enlaçar nos dias de cansaço...
Um sorriso para cortejar a esperança no teu semblante...
Mãos que se estendem a te oferecer paz e alento
comovidas a te receberem em festa...
Um olhar para alcançares, no brilho que dele se emana, a profundidade do horizonte...
Um corpo para preencheres o teu de alegria, prazer...
E para que o teu preencha-o com desejo e eternidade...
O mar para que, no equilíbrio céu-terra, sejas arrastado por ondas infindas...
a fim de que te sejas possível valorizar tua permanência em terra firme
na companhia de um outro ser distinto de ti, mas
mesmo assim, afeito a ti...
Enfim, aqui se encontra uma humana existência falha e perfeita, arrogante e sublime
A te esperar
no minuto seguinte, nos dias que se passam chuvosos, certos ou dúbios
fitando o nascer-pôr-do-sol
condensando da mente palavras
e do destino promessas de que um dia voltes...
A ti, Sunflower Grower
S & F

quarta-feira, março 11, 2009

Faz Tempo

Faz tempo que eu não sei o que é um sorriso
Livre, espontâneo
Faz tempo, muito tempo que eu preciso
Arrancar esse sorriso
Desse vão subterrâneo de dentro de mim
Faz tempo que eu só sei ficar em casa
Triste, tão sozinho
(...)
Faz tempo e quanto mais eu rememoro
Mais me calo, bebo e choro
E desespero por você
Faz muito tempo...

(MPB4)

Quando chove (Patricia Marx)



Quando olho nos teus olhos

Não vejo a luz do amor

Só as sombras do passado

Só um fogo que se apagou

A vida é assim

Nosso espelho se quebrou

É hora de se guardar

Um segredo no coração

Se chove lá fora

Queimo aqui dentro

De vontade de te abraçar, Amor

Quando chove

Fica mais triste esperar

Por alguém

Que não vai chegar

Quando ouço teu silêncio

Escuto meu coração

Bater apressado e urgente

Te querendo sem querer

Cansado de sofrer

Mas agora já é hora

Dessa chuva ir embora

domingo, março 01, 2009

À guisa de reflexão

"Às vezes as coisas coincidem com a idéia que fazemos delas; às vezes não. Quase sempre não, mas aí o tempo já passou, e então nos ocupamos de coisas novas,que se encaixam em outras famílias de coisas novas, que se encaixam em outras famílias de idéias..."

Cristóvão Tezza in: O Filho Eterno, São Paulo: Record, 2007. 3ª ed.

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Inconfesso desejo

Queria ter coragem
Para falar deste segredo
Queria poder declarar ao mundo
Este amor
Não me falta vontade
Não me falta desejo
Você é minha vontade
Meu maior desejo
Queria poder gritar
Esta loucura saudável
Que é estar em teus braços
Perdido pelos teus beijos
Sentindo-me louco de desejo
Queria recitar versos
Cantar aos quatros ventos
As palavras que brotam
Você é a inspiração
Minha motivação
Queria falar dos sonhos
Dizer os meus secretos desejos
Que é largar tudo
Para viver com você
Este inconfesso desejo
(Carlos Drummond de Andrade)

AS SEM-RAZÕES DO AMOR

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

(Carlos Drummond de Andrade)

sábado, fevereiro 14, 2009

Amado

Falei a ti das flores, angústias, amores vãos, ardores...
Explicaste a mim: condição
Revelação, resignei-me...
Não vi a mim mesma
Amava-o, via-me em ti...
Não menti, não mentiste
De repente
Onda, espuma...riso silencioso e brando...

DEFINIÇÃO

Felicidade:
Tê-lo, entre as brumas e luas
Sóis e mentes,
so la mente
anzóis
fisgando
Madrugada nascer pôr do sol

AMOR

na tua boca, esperança e sal
deixei de estar
para ser...
e em ti, tornei-me FELIZ,
MULHER, tua!
não me exijas mais!
fizeste minha história a mais bonita
e triste...
sufocam-me as lembranças
mas livremente acorrentada
vou pelos dias
a entoar no ritmo cardíaco, mansamente doloroso,
teu amado NOME
em silêncio!
repetindo a cadência de nossos corpos
plenos de prazer
e dor
e saudade.

HOMENAGEM

minha alma adentrou o abismo da entrega
de lá voou aos píncaros da sutil, mas desejada desventura...
saiba, pois, que da tua volta fez-se a minha morte
e
dos momentos angustiadamente felizes,
fênix em desatino
RENASCI...

CHEGADA

Quando se fez a certeza de que chegaria
Os ventos, em uníssono, às árvores anunciaram:
O Amor, O Amor...

Bailando por entre as folhas e as flores
Cantaram-se louvores ao desejo de Paz
Que se inicia no abraço dos amantes

E nas bocas que se unem por ternura
O amor se revela de novo
Como nunca deixara de ser!

E dos seus corpos entrelaçados
Suspiros que alimentam vida nova
Dos seus olhares transborda
A plenitude de serem unos!


Enfim, um nos braços do outro
Por um segundo
A eternidade...
Recompensa de anos de espera...

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

(E)vidência

Anoitecendo em ti, amanheci em mim.


Somos dois agora...

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Once upon a time

Once upon a time

As duas conversavam. Foi tudo bem. Algumas dificuldades. Conchinhas do mar, nascer do sol, ondas te levando. É, a vida assim quase perfeita. Houve um momento. Mesmo? Sim, ele me convidou. Pulamos a onda. Sim. O mar levou. Nossa! Mesmo?! É, achei estranho, não triste. Fazer o quê? Esperamos que as ondas trouxessem, de volta, os óculos; olhamos, pela primeira vez, nas mesmas direções em busca deles. Novinhos, carésimos! Engraçado. O mar levou! E nessa o mar levou só os óculos? Já lhe disse, levou os óculos... Ah, mas estou perguntando: "O mar levou só os óculos?!" Ah...Silêncio de pensar.

domingo, novembro 30, 2008

Sobre nuvens, mar e rios

Sobre nuvens , mar e rios


“Somos quem podemos ser...
Sonhos que queremos ter “
Humberto Gessinger


É esse o tempo...
você e eu e
não sei!
A vida, angústias e gente
e eu sempre mais feliz!

E o tempo passa e a gente vê
e não olha tanto para a frente
fica assim, acordo silencioso
paz e um tanto de prazer e segredo
somos aquilo que não queremos tanto
mas podemos


a vida não é assim tão dilacerante
nuvens de mar
e o pôr do sol

eu...rio, você
companhia

para sempre e de repente

a gente se despede.

San

Castro, é novembro, 20 e de tarde...

2008

domingo, agosto 17, 2008

DO NADA DA GENTE

Tem tempo em que a gente ama tanto
Que o amor não cabe dentro...
Evola-se estrelas, luas, sóis, segundas, terças, domingos.

Tem tempo em que a gente sofre tanto que o sofrimento fica


solidão de dentro...
Coração, pensamentos, fígado, lágrimas contidas

Tem tempo em que a gente sonha tanto
O mundo não existe, ninguém habita em nós...
Só a paisagem delineada por um sorriso de ternura,
Na certeza da eternidade!

Tem tempo em que a gente quer facilitar

e o que faz é tornar tudo complicado
Tem tempo em que a vida já não cabe mais na gente,

mas a gente insiste em caber nela
Tem tempo em que não dá mais tempo de dizer que você ama

sua gente, sua história

E tem tempo que falta o tempo
E nas palavras, a gente extingue os dias bonitos
A gente manda embora todos aqueles dias em que fomos mais felizes...

E mesmo que tente...
Não há um retorno possível
Melhor acertar o passo
Ir por aí, olhar o horizonte
Perder o medo, não se perder pelo medo

Mas por se ter a certeza de que o que se fez foi na tentativa de se realizar o melhor...
Mesmo que a alma peça olhar de carinho, palavras de conforto e desejos de dias bem vividos...


Errante, diz o destino: “Siga! Olhe para trás e guarde aquilo que de melhor se pode viver, sentir, compreender.”

"(...) mas meu coração tornou-se menos duro quando compreendi que nem todos são culpados de sua baixeza."(IN: GORKI. A Mãe. São Paulo, Expressão Popular: 2007. p. 29

quinta-feira, maio 22, 2008

Nas voltas que eu dei no mundo

Eu, há muito, não venho aqui. Eu, há muito, ando por aí querendo encontrar...
O quê? Não, não me pergunte...
A felicidade é aqui dentro que sinto, e as frustrações também.
E a vida anela-se em mim.
Estou viva, palpita em mim um dia e todos os dias como um.
Pela lei das opções, tenho feito as escolhas certas.
E tenho estado do lado das pessoas certas.
Elas são certas porque são conforto e riso, esperança e renovação.
Ah, tenho sentido saudades daquelas pessoas que um dia comigo estiveram, e que comigo trocaram idéias, sonhos, expectativas. Pessoas que me viram rir e chorar, me viram estar suspensa no ar, amedrontada, e chorosa, infeliz, feliz e realizada.
A elas quero contar: estou bem, e sinto falta de nossos momentos, de nossas histórias, de nossa ausência enquanto ainda éramos presença.
Bem, quando nos reencontrarmos, me prometam que nos abraçaremos com aquela saudade a se evolar e que nós sentiremos a maior alegria por nos sabermos felizes ao nos revermos.
Recordaremos nossos momentos de modo breve, entre perguntas de "Como você está? Filhos?, Mestrados? Doutorados? Emprego? Amores? Lugares? E lembraremos de outros...
Então, outro dia encontrei...Perguntou por você. Nossa! Puxa!
Faz tempo...
Sim, faz!
Até um dia! Que bom encontrar...
Seu e-mail. Prometo contato.
Se vier aqui, avise, venha me ver."
E iremos com esse sorriso distraído e esse olhar povoado dessas pequenas lembranças e preciosos momentos..
Outro dia, numa outra hora!
Será mesmo que nos encontraremos?
O que tenho certeza é que dentro de nós, sem dúvida, moram esses que de repente se enlaçam-abraços em nosso cotidiano.
s-a-u-d-a-d-e-s!!!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, outubro 10, 2007

Solidão

Em quantas línguas e áreas da ciência se poderá traduzir isto que se parece com nada, mas preenche de vazio a gente?

sábado, julho 14, 2007

Enough

Quando palavras estampido-dor ressoam, para que existirem?
Por que delas revelar trocadilhos fatais?
Dá-as a mim sorriso bonança,
gozo esperança.
De Sua alma-porta poesia transfigure-as por um momento...
Dá-as a mim mergulho em terras distantes,
Faça-as estalar,
reverberar canção
onda-mar-rios infância
faça-as fáceis
altamente bioagradáveis...
Por tantas vezes já as deste a mim
espasmo e horror...
Quero-as acalanto,
Névoas e sono
transcendência.
Tanta consciência e realidade fazem-no
solidão e morte.
Vives?
Duvido.
És sombra, pó
e não voltarás.
Avança e descansa.
Tua luta faz-se vã.
Embala-me, entrega-te
ao meu apelo,
sou olhar-procura de tua essência.
Ressoa-te, pois, em minha alma.
E descansa...

terça-feira, junho 26, 2007

Antes não tivesse...

Faz tempo que procuro...
Engraçado, perdi o controle, enquanto encontrava.
Puxa, saí passos apressados sob o estranhamento interrogativo de todos.
Angústia diluída em desejo de que tudo não passe de devaneios.
Amanhã, amanhã... Passa.
Mas ele repousou em mim, delineou-se em minhas retinas e possuiu-me com tamanha delicadeza. Vôo de borboletas e arroubos beija-flores.
Mais uma vez, como tantas outras, bati asas contra o inevitável.
Quedei-me mortal e vividamente ferida.
Agora, olhar-desvio... Medo de, talvez, me saber entregue.
A vida transborda, dolorosamente transborda em
mim.
Tanto o tenho tatuado em minha pele, em meus sonhos, em meus medos...

Angústia de vivê-lo para sempre em meu abraço confundido com o seu...

domingo, março 18, 2007

Canhestro

?
Destino...
Visão
o mundo
mudo
violência
reverencia
o não
ausência
que repete
o valor de
tantos
tantas
coisas: deus, flor
fila
formiga
gente

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

domingo, novembro 12, 2006

Cupido às avessas

Sempre fora certa mistura de correção e fantasia. Via-se lá, em outro lugar, entregando-se... O pudor não lhe permitia continuar aqueles tais pensamentos.
A poltrona do avião. Deixara-se levar por uma tal angústia que, sem um mínimo de auto-crítica, decidiu. Bobagem... Agora ou jamais. Parecia-lhe, de repente, que seus dias estavam para acabar. Não porque estivesse com ânsia de morrer, passasse por algum transtorno que a levasse a vislumbrar um fim permanente. Como se o fim não fosse permanente.
E ele... tão incrível, tão cabível em seus desejos. Só um número de telefone, só o nome da cidade onde morava.
Prometia-se: "Só desta vez!" Ria-se por inteira, mas era um riso para dentro, sua alma pululava de emoção. Não se repetiria jamais aquele não-sei-quê de desejo sem sabor, nem metáfora que pudesse tornar palpável, ainda que apenas poeticamente, a sua expectativa. Sabia-o tão... tão... Faltavam-lhe os adjetivos concretos e, objetiva que era, não se permitia inventar um vocabulário emprestado dos romances água-com-açúcar que lera na adolescência. Esboçou um riso-discreto, deboche de si mesma. Quem saberia dizer o que é um romance água com açúcar? Bobagem!Preferia não se distrair tanto. Só queria vê-lo, torná-lo certa lembrança que causa saudade pelo que tinha sido, não pelo que poderia ser.
A aterrissagem acelerou ainda mais seus nervos, arrepiou-se num misto de medo e ternura.
O táxi... "Para onde?" Nem imaginava. Falou da praça principal da cidade. Ele tinha comentado algo. Esses detalhes surgiam em vaga lembrança. Enquanto percorriam a cidade, não conseguia fixar seu pensamento em nada. Esvaziara-se por completo. Provavelmente o motorista a percebia absorta, em si mesma ou para além de si mesma. O homem aproveitou-se. Rodou, rodou...
Pagou o táxi mecanicamante.
Somente quando pisou a praça, a consciência de estar em lugar nenhum a fez de novo estremecer - um medo real.
O número. Discou-o rapidamente. Foram longos minutos de espera, embora tenha, quase que imediatamente, sido atendida. Pensou em dizer que estava na cidade, na praça. Envergonhou-se, gaguejou. Do outro lado, ouviu um pedido de calma. Foi como bálsamo. Então, de uma só vez, e com uma clareza que a surpreendeu, disse tudo. Silêncio. Pediu desculpas, disse que não era nenhuma louca, que ele não se preocupasse. Iria imediatamente procurar um lugar para dormir. Dia seguinte já estaria voltando para casa. A voz dele, hesitante, perguntou onde ela estava. Explicou. Logo viria, Ela precisava esperar só um minuto. "Vou buscar a ..." Interrompeu-se de súbito. Ela, tomada de um estado pleno que nunca tinha antes vivido, concordou.
Sentou-se num banco da praça. Já ia escurecendo. De novo, veio-lhe a sensação de que seus dias... Afastou a sensação, mais uma idéia incômoda. Falou consigo mesma que era medo.
De repente, seu telefone... A voz dele e ela foi inundada por uma explosão cósmica... mar de estrelas. Então, onde estava ela? Ele já havia chegado. Melhor que se apressasse. Era muito perigoso aquele lugar, estava escuro.
Sentiu-se ferver diante da possibilidade de encontrá-lo, tocá-lo, vê-lo. Doía-lhe o peito, seu sangue parecia jorrar e pareceu-lhe ouvir ensurdecedor estrondo. Sem desligar o telefone, com voz trêmula, explicou a ele. Sob a árvore mais frondosa... Ela e suas malas. "Ah, sim. Já vejo você."
Olhou ao redor, procurando-o. Quando o viu, a noite inundou-lhe a vista. Estava cega. E tonta... Fraquejaram suas pernas. Seu coração batia de manso, tão mansinho que teve a sensação de morrer. Caiu nos braços dele. Abriu os olhos. E exalou seu último suspiro.
Dia seguinte, ele segurava, consternado, a página do jornal. Na manchete: "BALA PERDIDA faz mais uma vítima."

terça-feira, setembro 26, 2006

Happy end

O meu amor e eu
nascemos um para o outro

agora só falta quem nos apresente
Cacaso
Estilos trocados


Meu futuro amor passeia — literalmente — nos
píncaros daquela nuvem.
Mas na hora de levar o tombo adivinha quem cai.
Cacaso
Acho que se ele chegasse neste exato e inadiável momento, queria ouvir e perguntaria: "Do you wanna dance?"
rs

sábado, setembro 16, 2006

Dando um tempo...

Flor-parto da Lua,
sorriso puro da criança de rua
pétala-parto da luz néon.


Doce inocência
Irônica existência
Tantas e tão uma



Juro que não tive tempo
Antes queria, mas
Cíclico, o relógio contra. Então,
Inspiração motivou solidão...
e uns versos para ti.

sexta-feira, setembro 08, 2006

Eu queria ter escrito naquele dia...

o tempo e sua inexorabilidade...
três dias... três anos...
o amor não se rende a ele,
redefine-o mediante sua doce e imortal melodia.
sobre o "Clã das Adagas Voadoras"

sábado, setembro 02, 2006

Princesa - OFF time

...
apresso
o passo
pasto
teu campo
de verdes
belas
idéias
camélias...
de velhas e novas
bromélias.
eu, pétala daninha,
sonho que em mim tuas raízes,
em noites de tempestades,
tornam-me flor.

sábado, agosto 26, 2006

Instiga-me

a um salto,
a um verso,
a um abismo...
a uma música;
a tua voz.
a uma trilha
seguir
qualquer entrelinha doce
um encontro
simbiose
você
eu
tantos outros
instiga-me a cegá-lo
raptá-lo em noite cálida
sob o peso de meu desejo sem nexo
instiga-me a não querer mais que o dia
e queda em seus braços
tua, morreria
instiga-me a não ver-te
pura transformação que é sempre mesma
e tão outra.
instiga-me a não adivinhá-lo
nos meus sonhos,
instiga-me a não confundi-lo
na multidão
aquele jeito tão seu
eu ainda o trago aqui
instiga-me a não esperança
e ilusões
finda-te dentro de mim,
vai-te e torna-te saudade
instiga-me a não percebê-lo
belo retrato em branco e preto
bela tolice de um sonho de mulher-menina
que nunca fez nada
a não ser suplicar em rimas pobres e românticas
piegas e de mal gosto
instiga-me...

quarta-feira, agosto 23, 2006

Decidir

Sempre me disseram que estava nas minhas mãos. No entanto, eu adiei mais um pouco, por medo ou covardia, por insegurança ou por querer que desse certo? Não sei. Eu fico quieta no meu canto, eu às vezes rio, muitas vezes choro. Queria uma casa... na cidade, onde há uma montanha. Queria não ter que sair, assim, como quem vai com uma grande mágoa no coração. Também queria que aquelas palavras não tivessem sido ditas. Deixar um emprego não é uma coisa fácil. Já tenho outro. Parece tudo tão tranqüilo para mim, apesar de as estatísticas mostrarem números horrendos, eu pude dizer, e sem medo de errar: "Chega! Não!" Isto tudo mais me dói do que conforta, mais me usa do que me chama a participar, mais me quer convencer do que me aceitar. Estou entristecida, porém não magoada. Eu queria só ter conseguido me fazer ouvir. Mas penso que eu não deva me preocupar. Foi um ano... Puxa, fiz amigos, aprendi o brilho e o fracasso de ser prof.

quarta-feira, agosto 16, 2006

Like a bridge over troubled water...

a paixão pelas idéias é uma condição típica dos seres superiores
onde estão eles? onde?
agulhas, alfinetes no palheiro...
impossível vislumbrá-los!
oh, como procuram
a perfeição
critério condizente, naturalmente
com as suas potencialidades superlativas.
seres deste mundo
eles, este mundo
sim, este que é perfeito
o meu mundo é aquele em que não se dobram os joelhos;
vive-se apenas: nenhum lusco-fusco,
nenhum superior universo de criações, originalidades digitais
redentoras.
no fim, todos
frágil condição de
pó.
não que eu desacredite de minha permanência para além...
mas sou fatuidade,
eco
ou
redundância ainda em seu superego ferido,
afrouxado pela não aceitação?
por que? não lhe disseram SIM,
mestre!
reverência...
você realmente é fenômeno
e eu
como diz a música: "descobri que viver cansa, mesmo..."
mas eu o admiro rs
não por masoquismo ou por inclinação sádica.
eu sou "normal", comum, equivocada, correta e radical em minhas escolhas
e acredito que o destino, talvez por compaixão, me presenteie
com a feliz coincidência de vez ou outra encontrar a projeção real do sonho de diálogo
é boba mesmo a palavra
no entanto, chegadas ou partidas não me atingem
o que mais me estranha
solidão e ironia
por escolha.

domingo, agosto 13, 2006

B o m b a

boba a palavra
torpe
a palavra
oba, a palavra!
pena, a parva
pena, o corvo
melhor,
urubu,
pena...
uma pomba
paz,
a palavra depois da bomba,
não homens-bomba;
a vida, uma bomba
e a palavra é bombástica!!! buuummmm buuuuuuu!!!!!!!!!
sulfúricos, danosos
impetus
no ístimo-íntimo
bombam ataques
pela paz.
palavras
Pax!
você não quis ouvi-las, lê-las...
você busca redimensioná-las;
fazê-las criação;
quero-as perda, fragmentos, regeneração,
afásicas, nonsense, displiscentes e vãs.
não turvas, garotos, coroas, amantes, sonhos de vaidade de um ego que se pensa não ego.
reconheço-me sem conhecer-me;
paciente terminal me envolvo no dia
de gás carbônico e sonhos materialistas.
não fui eu que fiz tudo isso. não sou eu que mudarei tudo isso, porém sei que faço
e não cobro subserviência nem atalhos.
perdoe-me por trair a mim mesma
e por não alcançar o nirvana na fumaça de seu engenho científico,
movido a exatidão criativa...
em reverência...
EU
nós desatados em vós, neles fio de ariadne...
queria encontrá-lo em Amsterdã. rs
Louis Lui, but
no Brasil, aqui, l u i s...

quinta-feira, agosto 10, 2006

Don't you forget about me?

Diplomático é aquele que usa bomba em lugar de palavras. Só assim chega aos grandes líderes e neles desperta o furor, a reação em nome da paz. Reação por meio do cerceamento da liberdade e contra os que usam bombas, a favor da paz, da ordem, a favor da paz e da ordem... a favor dos interesses do mundo, que são a paz e a ordem. Quem vende armas? Não Eua rs. Eles lutam contra o horror e a favor da... Triste sina a dos heróis das palavras. Subverterão condutas depois, muito tempo depois e serão ícones para figurarem entre...
Entre. Seja bem-vindo. Bem, diplomatas são os que lançam bombas.

Too late

Eu sei que é só uma história insossa, vã mesmo. Eu sei, gritar não adianta. Também calada não me vejo. Eu sei...

Será sempre assim.
E vou chorar,
sorrir também.
E espreitar pela minha cortina essa luz de lua.
Vou sonhar
e acordar,
não vai passar,
não
vão
passar
e vãos se instalarão no espaço
em que não mais cabe um não.
Estrabismo é também coisa de gente, gente... Sim, gente. rs
Acho que tenho isto como certo porque sempre
eu morri mais um dia.
É sempre assim
minha morte:
arte vagabunda, mote à pilhéria, à pena.
Minha morte tão cheia de pretensões
nada convincentes...
no love, no life, no meaning, no sight!
no claque!
rs Eu sempre morri mais um dia.
Sob essa luz de lua fria.



terça-feira, agosto 08, 2006

Saudade - fuga programada...

Todos ou todas, algum dia, escreveram, assim, como que para ninguém ler, mas no íntimo gostariam de que alguém lesse. Talvez rogassem a leitura daquelas escritas chorosas, aquelas pieguices, aqueles arroubos a la "românticos da segunda geração" por parte exatamente daqueles ou daquelas que as motivaram.
Eu mesma... Loucamente rs, vocês sabem... entreguei a ele esses deslizes, inventivas desavisadas, e ele os elogiou. Um dia, ingênua ou capciosamente, perguntou-me se eu achava que tudo que se espraia verbalmente em emoção deve, necessariamente, ter a ver com a realidade dos sentimentos e das sensações. Disse-lhe sisudamente que não. No fundo, queria lhe dizer que sim. rs Não, não, não... Estou no passado: nem futuro, nem presente. rs Gosto de remotas lembranças. Sou covarde: a dor há pouco vivida não me é fácil suportar.

Essencial

Meu corpo é um templo
portas abertas, convite
às tuas mãos postas,
olhar em prece.

Meu corpo é um templo,
Fé-esperança
de um desejo-lança
Meu corpo...

Um templo
onde teu corpo
joelhos em súplica
levanta vôo nas asas-liberdade,
algemas da ilusão.

Teu corpo um gesto,
Um gesto de prece.
Evocação-crença
do meu corpo-templo
Sacro...Sacrílego!

Puxa!!!!!!!! Once upon a time: novembro, 2000.

sábado, agosto 05, 2006

Cantada (depois de ter você)

Tem umas coisas que nem precisam ser vividas para se tornarem significativas. É, talvez seja por isto que as músicas, independente de que corrente venham, a que rótulos pertençam, fazem parte de nosso dia-a-dia. Sei lá, tenho ouvido pouco, e a forma que acho mais incrível é quando ligo o rádio e aquela música...Nossa! Um século de vida lá atrás, e de repente tudo volta, mesmo que jamais tenha sido vivido, o frame, paisagem amalgamada, faz acelerar o coração, fechar os olhos ou parar, sentar, olhar... distante.
A letra a seguir é um desses momentos. Eu julgava sentir assim, como se não houvesse outros motivos, somente aquele ter. Porém, a vida se desfaz, se refaz, muda mesmo! E a gente fica com essas lembranças, essas saudades, gotas de esperança cristalizadas pelo tempo, e continua a acordar toda manhã, em busca de... Tantas coisas. E esquecemos, como uma forma de economizar, para que, quando a alma precisar, haja estoque para alimentá-la nessas sutiliezas de se ouvir de repente...
aquela música... Sim, aquela...

Depois de ter você...
Pra que querer saber
Que horas são
Se é noite ou faz calor
Se estamos no verão
Se o sol virá ou não
Ou pra que é que serve uma canção
Como essa...Depois de ter você
Poetas para que
Os deuses, as dúvidas
Pra que amendoeiras pelas ruas
Para que servem as ruas?
Depois de ter você...
Depois de ter você...
Adriana Calcanhoto.

quinta-feira, agosto 03, 2006

O mais bonito que escrevi

maríntimo

no silêncio líquido
ostra cisma
pérolas,
ostra
cismo...
por você. rs

quarta-feira, agosto 02, 2006

L

fate?
fato?
date?

Consumo

transpessoal
nova-velha da psica...
análise
poesia,
antes do prazer virtual , pianostecla
sexy-murmúrios-transa,
era gozo...
coisa estranha.
tudo na tela fala comigo.
nada na vida sentido e nãos,
nem scarpins, sonhos orgásticos,
nem Sartre, nem vodka.
emails são bálsamos também, curam ou ferem: mortais
condenam
seu convite, ilusão...
um labirinto
de sensações.
sei que é só uma forma autêntica, programada
elogios despertam - pele em flor
não irei
já sei o que vai acontecer
você
agridoce escândalo
disfarça
minhas colegas
pouco se me dá
desloco o papo
trejeito profano
olho
santa condenada à forca
proibido
o que quero

segunda-feira, julho 31, 2006

Justificativa

instigare
istigare
do latim
incentivar a fazer
estimular a realizar algo rs
uma homenagem
talvez.
chuva fina, frio
mínima de 10º.

Inverno

no dia em que fui mais feliz
eu vi
um avião
se espelhar no
seu olhar
até sumir
de lá pra cá não sei
caminho ao longo do canal
faço longas cartas pra ninguém...
na voz de Adriana Calcanhoto

sexta-feira, julho 14, 2006

?

F u r i o u s
RED
i hate you!
rs

terça-feira, julho 04, 2006

hora
oro
ouro
solo
via
tolo
to



sol

cipreste

no hurts

"sou sozinha...
por opção of others

segunda-feira, julho 03, 2006

FROZEN

Madonna - Frozen
by Madonna
You only see what your eyes want to see
How can life be what you want it to be
You’re frozen when your heart’s not open
You’re so consumed with how much you get
You waste your time with hate and regret
You’re broken when your heart’s not open
CHORUS:
Mmm-mm-mm... If I could melt your heart
Mmm-mm-mm... We’d never be apart
Mmm-mm-mm... Give yourself to me
Mmm-mm-mm... You hold the key

Now there’s no point in placing the blame
And you should know I suffer the same
If I lose you, my heart would be broken
Love is a bird, she needs to fly
Let all the hurt inside of you die
You’re frozen when your heart’s not open

CHORUS

You only see what your eyes want to see
How can life be what you want it to be
You’re frozen when your heart’s not open

Eu sei que não voltam... o tempo você
Puxa, no dia em que fui mais feliz. rs Saudades.
stolen



stolzen
frozen

Quem de mim sabe?

As dores ou o riso-verdade? O que de ti sabes?
Sabor de saber o que a ti nem foi dado perceber, vislumbrar.
Quê?! ... de mim sabes...
NADA!
E nadando, vais projetando tua soberba retórica em um falso altruísmo. Esqueça!
Nunca soube de ti, nem quero. Fiques aí a regurgitar tuas defesas pretensamente insanas, radicalidades vazias. Vivo tão somente. Pretensão foste tu quem criaste em relação a tudo que aqui está. Fado estranho esse que me atribuíste. Pesado demais. Pré-juízos? Tsc Tsc...
NÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
GO OUT! Você não deve vir aqui. Tua energia é coisa solitária, presença insólita, infelicidade...
Você não é...

P r o v o c a ç ã o

Caça às letras. Reallity show de mau gosto. Psiu, a vida é só apreciação do belo. Não, não sou trânsfuga, sou só e simplesmente, tortamente eu. Era só uma apreciação-apropriação fascinada. Irritante esse caminho onde cobras serperteiam e medusas petrificam um ser que nem ao menos existe. Bobagem a crença de que tudo se perdeu. As coisas se refazem. Os seres se desfazem. rs Ah, humana ilusão de verdades. Sorry, man. Eu não retorno. Jamais fui, sou ou serei.
Estou na simples condição de liberdade do olhar. Factual é não deliberar juízos. Que drama-comédia-desconcerto. Nunca foi entre você e eu, nem será. Perca tempo não vomitando angustiadas ironias doutas.
Penso sorrir. Não existimos outro para um.

quarta-feira, junho 28, 2006

A morte

hoje, para mim, ela não foi poesia e me comove...
não havia chuva fina, não havia também sua voz, sotaque carioca, já um pouco conquistado pelo "e" fechado de PG; algumas l´grimas me surgiram impossíveis de serem contidas.
Ela se foi. Coisa estranha, triste...
não ia a sua casa, nem chegamos a tomar um café juntas, mas conversávamos na rua em frente a nossas casas, no ônibus.
Ela se foi como vela ao vento. era uma pessoa disposta, não se abatia pelo coração doentio que a consumia em dores.
Adeus!
inexorável destino esse nosso.
só uma certeza: seremos um dia lembrança e saudade a preencher um vazio que deixamos nos espaços que nunca tomamos por inteiro, mas que eram nossos.
Descanse em paz! há um lugar tranqüilo...
sei que há...

sexta-feira, junho 23, 2006

a teoria da evolução

morrer é ter certeza de que a felicidade é pássaro-livre
que visitou o olhar e amou seu brilho,
fascinou certa existência solitária e deu-se todo ao sabor aéreo
das correntezas das palavras
nem de ouro nem de prata...
peremptória errata!

dois

...
navego por aqui
não nego...
perdia!
as mãos:
ambas me comovem,
me fazem delírio
e ternura;
meticulosas tecem, em compaixão,
distâncias fluidas que me reportam
a ti;
e outras, aqui muito perto, estas mãos me contam
gemidos e dor-prazer que pensei viriam de ti.
covardia a minha distar-me enquanto próxima estive;
que coragem de ti, distante e sem voltar, ainda, envolves certos sonhos
que acalentam inexperiências estelares em mim.
não, sim, talvez...
não!
e o teclado incansável acusa-me em definhamento,
pois que tua palavra-ausente reverberou processos-solidão
e há um século de ti,
menina-mulher.
MULHER!
a maior tempestade fustigou a esperança
porém, não retirou a certeza de um dia eu ter sido real e virtualmente mais feliz.
Saudades...

segunda-feira, junho 12, 2006

Bem...

O cara lá navegou e pode dizer que a Terra era redonda. Aí perdemos o medo daquela coisa de tartaruga que nos carregava. O sal dos mares de Portugal? Lágrimas à hora da despedida. "Quem quiser passar pela dor..." A coisa foi tal que deu arte-poesia-maestria na palavra eterna e revisitada, mesmo por irônica provocação meditativa, distante...
Sim, é preciso...para que a humildade supere essa concepção de humildade e se faça falha, humana e bonita. Sei lá, a vida não bateu nunca duas vezes à minha porta. Então, a quem a imortalidade habita, meus aplausos. Sou pó de estrela e a elas retornarei, um dia...
Navegando...

domingo, junho 11, 2006

PARA AQUÉM DO RITMO, UM POUCO DE VAGAREZA...

A presente resenha é fruto da leitura comparativa entre os textos “Pedagogia dos Caracóis”, de Rubem Alves e ”Velocidade Máxima”, de Martha Medeiros.

Diante da compreensão de que a vida contemporânea somente pode ser plenamente vivida se os seres humanos estiverem num ritmo de aceleração constante, Rubem Alves, em seu artigo “A Pedagogia dos Caracóis”, contrapõe-se à incorporação, pelo sistema de ensino e pelo discurso dos professores, desse ritmo ao processo do ensinar-aprender e vice-versa, que reproduz, no espaço da escola ou da sala de aula, o cotidiano discursivo do “mais produzir”, “mais reagir”, “mais estar”, “mais conquistar”, “mais se localizar à frente” e “sempre em frente”, numa constante repetição de “olhe o tempo”.
O autor reflete, numa postura conscientemente humana, peculiar à sua escrita, sobre o quanto a aceleração, no discurso pedagógico, minimiza ou aniquila o processo de construção de relações de comunicação, por meio das quais professor e aluno, em cumplicidade, “enamoram-se” do saber e sua (re)construção, descobrindo, dessa maneira, o mundo em sua beleza que não pergunta, tampouco responde, todavia recria-se apaixonada, paulatina e humanamente, em sua estrutura própria, sem grandes afetações criadas por uma realidade útil e fruto de nosso trabalho, que não pode ser desconsiderada ingenuamente e que, no entanto, não pode ser determinante do ritmo humano. Não há regras e pressupostos limitadores no enlevo de aprender-ensinar. Há expectativas e desejos a serem valorizados.
Nesse sentido, o mundo da velocidade supersônica é mote, também, às reflexões de Martha Medeiros, em seu artigo “Velocidade Máxima”. O título não é mera coincidência. A referência ao filme leva o leitor a recriar na mente o tempo reafirmado, a todo instante, como o fio condutor das relações de sobrevivência nos dias de hoje. Assim, competente é o indivíduo que dobra suas ações-reflexões, superando os limites de tempo. É preciso arriscar-se e a tomada de decisões vale pela competência do indivíduo em efetivá-las no mínimo de tempo e máximo de acerto.
Para além da apelação ao tempo, que impõe um viver no ritmo acelerado e cada vez mais potente das máquinas, os autores alertam para a percepção de que o ser humano está na UTI das relações interpessoais e consigo mesmo. Afinal, a quem se busca satisfazer? Ao ritmo veloz ditado pelo consciente coletivo do mundo seduzido pela tecnologia ou aos nossos próprios desejos de (re)criar o mundo, visando a uma melhora de nossa qualidade de vida? Não é à toa que dados estatísticos mostram, cada vez mais, um ser humano debilitado física e emocionalmente. No entanto, não há como evitar essa vertigem cronológica.
Então, é preciso, como medida de valoração à criatividade, à vida mesma, a retomada do ritmo ancestral da humanidade, contraponto à artificialidade vertiginosa da vida urbana, pois à proporção que se entende que, mesmo estando, virtualmente, em todos os lugares, a todo instante, SER mais é irrefutavelmente benéfico, pois movimentar o olhar na direção de pequenos fatos, ingênuos até, pode e vivifica muito mais a capacidade criadora de melhor e mais utilmente sobreviver, já que no pôr-do-sol, no ritmo do beija-flor (acelerado, porém belo porque é de sua natureza), no ciclo das quatro estações, entoadas nas notas de Vivaldi, há uma harmonia que não foi imposta nem é comando. Ela se realiza e se reinventa, sem pré-determinismos. Dessa maneira, a desaceleração é a opção que qualitativamente engendrará vivências espirituais e físicas que privilegiem a construção de um sujeito satisfeito em suas realizações pessoais e interpessoais, ou seja, um sujeito envolvido plenamente com seu ser-estar no mundo, motivado pelo ritmo de suas conquistas acontecidas no plano de suas escolhas conscientes ou surgidas como desafio à sua própria condição de não ser o detentor pleno de seu destino. Não se pode entender isso como pólos extremos: comodismo numa ponta e ação, a curto prazo, na outra.
Assim, a forma de viver é aproximação, é comunicação, é aprendizado, é recuo e avanço, é virtude ou vício selecionado entre muitas outras possibilidades de se estar ao lado da humanidade, em primeira e última instância. Afinal, a vida não pode jamais ser submetida ao despertador do lado da cama ou ao comando do toque do celular, que anuncia um novo compromisso a cada instante. Então, lembrando Pessoa, ‘navegar é preciso“, porém não custa nada observar a paisagem que se descortina, sem grandes embates e conflitos cronológicos.


Referências
Alves, R. A Pedagogia dos Caracóis in www.revistaeducacao.com.br
Medeiros, M. Velocidade Máxima. Exame, 15 de dezembro de 1999.

A LINGUAGEM COMO CONSTITUIDORA DO SUJEITO

A revista Exame, de 03/06/1998, publicou entrevista com Sarah McGinty, àquela época, supervisora de mestrado da escola de Harvard, formada em Lingüística e Literatura. Dedicando-se a pesquisas sobre como as pessoas controlam situações por meio da linguagem, Sarah, segundo a entrevista, chegou à conclusão de que é um mito analisar a linguagem a partir de uma visão sexista, ou seja, a partir de uma diferenciação entre uma forma masculina de se expressar e uma forma feminina. Para a pesquisadora, o que determina o poder de controle de uma situação são as diferenças de linguagem. Se uma pessoa sente-se confortável diante de uma situação que exige controle, ela é objetiva, fala naturalmente com mais ênfase, mais segurança e confiança. No entanto, somente falar como quem detém o poder não é suficiente. A linguagem de quem tem poder pode e deve flexibilizar-se, já que num mundo competitivo e global, as regras do jogo são alteradas o tempo todo. E num mundo em que o necessário não é apenas diferenciar-se, e sim comprovar competência, o mais importante é observar que, na maioria das vezes, líderes obtêm resultados profícuos quando se expressam como se não detivessem poder. Dessa maneira, o estilo de linguagem pode resultar em conquistas bastante eficientes no campo da atuação e promoção profissionais.
Além desses dados, é inevitável não se perceber como a linguagem, na Era do Conhecimento, é condição sine qua non para se promover a inserção das sociedades e dos indivíduos num mundo cada vez mais diluído e sem fronteiras políticas, econômicas e culturais marcadamente concretas. O ritmo da vida contemporânea determina uma linguagem que constitui um sujeito cada vez mais envolvido com questões universais.
Nesse sentido, importante é perceber que constituído por meio dessa linguagem, o indivíduo deve também se constituir como detentor de uma identidade, baseada em suas experiências e modificadas pelas suas vivências cotidianas. Ninguém é melhor ou pior por dominar certo estilo, certa forma de linguagem. Porém, as portas do mundo global não acolhe o indivíduo que não se mobiliza nas mais diversas situações de interação por que passa todos os dias. Agir pela linguagem, persuadir, conquistar, seduzir, conhecer, dar-se a conhecer pode não ser um caminho tão complexo, quando se percebe que o mais importante são as relações estabelecidas com o outro, referindo-as a um compromisso humano de atuação na atual conjuntura social, que é dividida em tantos valores éticos, filosóficos, culturais, políticos, morais etc, que seria impossível elencá-los numa só vez. Não é exagero afirmar que em nenhum momento da história da humanidade, a linguagem desempenhou papel tão essencial quanto contemporaneamente, já que a linguagem do poder não é mais a linguagem da submissão pelo conhecimento, cristalizadamente produzido e concentrado nas mãos de poucos. Cada vez mais, os avanços tecnológicos desencadeiam processos de relações sociais imediatas com as informações e com os conhecimentos social, contemporânea e historicamente produzidos, pois é fato indiscutível que a família, as bibliotecas e as escolas e universidades, além de professores, já não são mais as referências exclusivas para obtenção de conhecimentos ou informações, porém são ainda fundamentais por organizar, selecionar e compactar essas informações e conhecimentos como nenhum outro meio ou instituição conseguiu . Nesse sentido, o ser humano pode e tem se perdido quanto aos seus valores, porém outras possibilidades de interação surgem e a demanda por uma necessidade de se dominar uma linguagem global, que comunique a todos os povos agrega-se à necessidade de se valorizar, de se respeitar os espaços geográficos naturais singulares, as culturas, as línguas, as crenças, as pequenas aldeias, as idiossincrasias, o humano enfim, pois a máquina, muito rapidamente, já se inscreveu em praticamente todos os âmbitos do cotidiano das pessoas, de modo inevitável. Porém, o humano guarda em si o gérmen da esperança e este gérmen tem como fonte a linguagem que pode ser a da justiça e a da liberdade, a da luta contra um processo acelerado de incompreensão e diluição dos relacionamentos humanos .
Diante dessas constatações, cabe enfatizar que no domínio da linguagem, a escola é espaço privilegiado de discussões, embates, enfrentamentos, e porque não dizer, exercício de poder de construção e reconstrução de identidades, o que resulta ou deveria resultar na formação de indivíduos capazes de atuar com competência e habilidades para reivindicar e fazer cumprir seus direitos ou conquistá-los, e para que possam compreender a dinâmica de respeito aos seus deveres, ampliando-se assim suas perspectivas de inserção no mundo globalizado, a partir da realidade em que se insere. Tem-se uma tarefa a cumprir, e nada é mais importante do que viabilizar a construção de uma linguagem da educação que privilegie, para além de direitos e deveres, atos de valorização ou (re)construção da identidade dos indivíduos permeados pelas relações estabelecidas por / pela linguagem. Afinal, há o velho ditado que diz: “Quem não comunica, se trumbica”, porque a linguagem pode comportar, e muitas vezes comporta, a mais perene fonte de relação de poder e domínio entre os homens.

quarta-feira, maio 17, 2006

& e &...

E quando o punhal me atravessou,
a vida emergiu
tolamente à minha boca...
Senti enjôo!
E ninguém viu que lágrimas de sal
entorpeciam a ternura.
Por quê?
Tanta
ida
tanto
sol
tanta
s o l

i d
ã
?