quinta-feira, agosto 10, 2006

Too late

Eu sei que é só uma história insossa, vã mesmo. Eu sei, gritar não adianta. Também calada não me vejo. Eu sei...

Será sempre assim.
E vou chorar,
sorrir também.
E espreitar pela minha cortina essa luz de lua.
Vou sonhar
e acordar,
não vai passar,
não
vão
passar
e vãos se instalarão no espaço
em que não mais cabe um não.
Estrabismo é também coisa de gente, gente... Sim, gente. rs
Acho que tenho isto como certo porque sempre
eu morri mais um dia.
É sempre assim
minha morte:
arte vagabunda, mote à pilhéria, à pena.
Minha morte tão cheia de pretensões
nada convincentes...
no love, no life, no meaning, no sight!
no claque!
rs Eu sempre morri mais um dia.
Sob essa luz de lua fria.



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