Pensando me disseste: "adeus, fica com teu pensamento..."
Vivendo pedi: "volta"?
Voltaste como estrangeiro,
jogando-me em território desconhecido;
me debati e descobri mais de mim,
e,no entanto, absorta em mim
desvencilho-me da espera
e vou condensando expectativas em escritas-catarse.
O humano em mim é inconstância porque o "outro" é de mim
tijolo-alicerce, verdades incertas,
caminhos oblíquos, cerne e digestão.
Eu não me sabia o tanto que em ti me conheci,
e na minha pessoa, Pessoa, Leminski atravessam anos antes, e surge agora uma definição-paráfrase:
"não sou, nunca fui, não serei nada... à parte isso, em mim os todos de ninguém
e os meus nadas de todos".
Porque queria encurtar a vida para tanto mais poder prolongá-la, entrei em combate e da filosofia restaram reminescências cálidas e um olhar tristemente embevecido diante do que um dia poderá vir e ser...
domingo, março 12, 2006
sábado, março 11, 2006
Paixão Antiga
São esses revezes de destino...
Reclinar-me em seu ombro, síntese de minha paz?
Tão, tão esperada...
Esse amor-busca
Que deseja pulsação-elo
Prazer e dor-saudade.
E você distância quebrada
Por meu desejo de realizar
O impossível: encontro
Pele, saliva e o sonho:
Minha ternura, sua ressurreição,
Minha cadência em versos
Seu estremecer em prosa
Final sem termo,
Recomeço sempre.
sábado, março 04, 2006
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