Queria ter coragem
Para falar deste segredo
Queria poder declarar ao mundo
Este amor
Não me falta vontade
Não me falta desejo
Você é minha vontade
Meu maior desejo
Queria poder gritar
Esta loucura saudável
Que é estar em teus braços
Perdido pelos teus beijos
Sentindo-me louco de desejo
Queria recitar versos
Cantar aos quatros ventos
As palavras que brotam
Você é a inspiração
Minha motivação
Queria falar dos sonhos
Dizer os meus secretos desejos
Que é largar tudo
Para viver com você
Este inconfesso desejo
(Carlos Drummond de Andrade)
Porque queria encurtar a vida para tanto mais poder prolongá-la, entrei em combate e da filosofia restaram reminescências cálidas e um olhar tristemente embevecido diante do que um dia poderá vir e ser...
terça-feira, fevereiro 24, 2009
AS SEM-RAZÕES DO AMOR
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
(Carlos Drummond de Andrade)
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
(Carlos Drummond de Andrade)
sábado, fevereiro 14, 2009
Amado
Falei a ti das flores, angústias, amores vãos, ardores...
Explicaste a mim: condição
Revelação, resignei-me...
Não vi a mim mesma
Amava-o, via-me em ti...
Não menti, não mentiste
De repente
Onda, espuma...riso silencioso e brando...
Explicaste a mim: condição
Revelação, resignei-me...
Não vi a mim mesma
Amava-o, via-me em ti...
Não menti, não mentiste
De repente
Onda, espuma...riso silencioso e brando...
DEFINIÇÃO
Felicidade:
Tê-lo, entre as brumas e luas
Sóis e mentes,
so la mente
anzóis
fisgando
Madrugada nascer pôr do sol
Tê-lo, entre as brumas e luas
Sóis e mentes,
so la mente
anzóis
fisgando
Madrugada nascer pôr do sol
AMOR
na tua boca, esperança e sal
deixei de estar
para ser...
e em ti, tornei-me FELIZ,
MULHER, tua!
não me exijas mais!
fizeste minha história a mais bonita
e triste...
sufocam-me as lembranças
mas livremente acorrentada
vou pelos dias
a entoar no ritmo cardíaco, mansamente doloroso,
teu amado NOME
em silêncio!
repetindo a cadência de nossos corpos
plenos de prazer
e dor
e saudade.
deixei de estar
para ser...
e em ti, tornei-me FELIZ,
MULHER, tua!
não me exijas mais!
fizeste minha história a mais bonita
e triste...
sufocam-me as lembranças
mas livremente acorrentada
vou pelos dias
a entoar no ritmo cardíaco, mansamente doloroso,
teu amado NOME
em silêncio!
repetindo a cadência de nossos corpos
plenos de prazer
e dor
e saudade.
HOMENAGEM
minha alma adentrou o abismo da entrega
de lá voou aos píncaros da sutil, mas desejada desventura...
saiba, pois, que da tua volta fez-se a minha morte
e
dos momentos angustiadamente felizes,
fênix em desatino
RENASCI...
de lá voou aos píncaros da sutil, mas desejada desventura...
saiba, pois, que da tua volta fez-se a minha morte
e
dos momentos angustiadamente felizes,
fênix em desatino
RENASCI...
CHEGADA
Quando se fez a certeza de que chegaria
Os ventos, em uníssono, às árvores anunciaram:
O Amor, O Amor...
Bailando por entre as folhas e as flores
Cantaram-se louvores ao desejo de Paz
Que se inicia no abraço dos amantes
E nas bocas que se unem por ternura
O amor se revela de novo
Como nunca deixara de ser!
E dos seus corpos entrelaçados
Suspiros que alimentam vida nova
Dos seus olhares transborda
A plenitude de serem unos!
Enfim, um nos braços do outro
Por um segundo
A eternidade...
Recompensa de anos de espera...
Os ventos, em uníssono, às árvores anunciaram:
O Amor, O Amor...
Bailando por entre as folhas e as flores
Cantaram-se louvores ao desejo de Paz
Que se inicia no abraço dos amantes
E nas bocas que se unem por ternura
O amor se revela de novo
Como nunca deixara de ser!
E dos seus corpos entrelaçados
Suspiros que alimentam vida nova
Dos seus olhares transborda
A plenitude de serem unos!
Enfim, um nos braços do outro
Por um segundo
A eternidade...
Recompensa de anos de espera...
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
quarta-feira, fevereiro 11, 2009
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
Once upon a time
Once upon a time
As duas conversavam. Foi tudo bem. Algumas dificuldades. Conchinhas do mar, nascer do sol, ondas te levando. É, a vida assim quase perfeita. Houve um momento. Mesmo? Sim, ele me convidou. Pulamos a onda. Sim. O mar levou. Nossa! Mesmo?! É, achei estranho, não triste. Fazer o quê? Esperamos que as ondas trouxessem, de volta, os óculos; olhamos, pela primeira vez, nas mesmas direções em busca deles. Novinhos, carésimos! Engraçado. O mar levou! E nessa o mar levou só os óculos? Já lhe disse, levou os óculos... Ah, mas estou perguntando: "O mar levou só os óculos?!" Ah...Silêncio de pensar.
As duas conversavam. Foi tudo bem. Algumas dificuldades. Conchinhas do mar, nascer do sol, ondas te levando. É, a vida assim quase perfeita. Houve um momento. Mesmo? Sim, ele me convidou. Pulamos a onda. Sim. O mar levou. Nossa! Mesmo?! É, achei estranho, não triste. Fazer o quê? Esperamos que as ondas trouxessem, de volta, os óculos; olhamos, pela primeira vez, nas mesmas direções em busca deles. Novinhos, carésimos! Engraçado. O mar levou! E nessa o mar levou só os óculos? Já lhe disse, levou os óculos... Ah, mas estou perguntando: "O mar levou só os óculos?!" Ah...Silêncio de pensar.
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