eu...
será?
sou...
uma em dó
pena, solidão...
os copos todos não me tiraram
a certeza de que acabou...
nada nem ninguém para habitar de novo
aqui onde você tão rapidamente deixou de se aninhar
pernas incertas
e lágrimas
por quê?
ah, amor, sentimento fero, quantas me fizeste passar...
tonta e só
perdida...
tua ida me deixou assim
em altissonante ausência...
que eu fiz? - repete meu cérebro em dissonância de meu coração estúpido
ainda o ama...
e meu corpo... sente maior a angústia - não mais ser/ter você calor e magia...
que eu fiz? - amei-o como quem não esquece de bendizer a sorte de respirar
pela saúde plena de seus pulmões.
que fiz eu? - e as lágrimas dissipam a esperança e reforçam a dor
quando encontro a coragem para admitir a resposta:
"Tu, criatura, amaste, como quem ama a própria e inefável sorte de viver!