domingo, agosto 17, 2008

DO NADA DA GENTE

Tem tempo em que a gente ama tanto
Que o amor não cabe dentro...
Evola-se estrelas, luas, sóis, segundas, terças, domingos.

Tem tempo em que a gente sofre tanto que o sofrimento fica


solidão de dentro...
Coração, pensamentos, fígado, lágrimas contidas

Tem tempo em que a gente sonha tanto
O mundo não existe, ninguém habita em nós...
Só a paisagem delineada por um sorriso de ternura,
Na certeza da eternidade!

Tem tempo em que a gente quer facilitar

e o que faz é tornar tudo complicado
Tem tempo em que a vida já não cabe mais na gente,

mas a gente insiste em caber nela
Tem tempo em que não dá mais tempo de dizer que você ama

sua gente, sua história

E tem tempo que falta o tempo
E nas palavras, a gente extingue os dias bonitos
A gente manda embora todos aqueles dias em que fomos mais felizes...

E mesmo que tente...
Não há um retorno possível
Melhor acertar o passo
Ir por aí, olhar o horizonte
Perder o medo, não se perder pelo medo

Mas por se ter a certeza de que o que se fez foi na tentativa de se realizar o melhor...
Mesmo que a alma peça olhar de carinho, palavras de conforto e desejos de dias bem vividos...


Errante, diz o destino: “Siga! Olhe para trás e guarde aquilo que de melhor se pode viver, sentir, compreender.”

"(...) mas meu coração tornou-se menos duro quando compreendi que nem todos são culpados de sua baixeza."(IN: GORKI. A Mãe. São Paulo, Expressão Popular: 2007. p. 29