a um salto,
a um verso,
a um abismo...
a uma música;
a tua voz.
a uma trilha
seguir
qualquer entrelinha doce
um encontro
simbiose
você
eu
tantos outros
instiga-me a cegá-lo
raptá-lo em noite cálida
sob o peso de meu desejo sem nexo
instiga-me a não querer mais que o dia
e queda em seus braços
tua, morreria
instiga-me a não ver-te
pura transformação que é sempre mesma
e tão outra.
instiga-me a não adivinhá-lo
nos meus sonhos,
instiga-me a não confundi-lo
na multidão
aquele jeito tão seu
eu ainda o trago aqui
instiga-me a não esperança
e ilusões
finda-te dentro de mim,
vai-te e torna-te saudade
instiga-me a não percebê-lo
belo retrato em branco e preto
bela tolice de um sonho de mulher-menina
que nunca fez nada
a não ser suplicar em rimas pobres e românticas
piegas e de mal gosto
instiga-me...
Porque queria encurtar a vida para tanto mais poder prolongá-la, entrei em combate e da filosofia restaram reminescências cálidas e um olhar tristemente embevecido diante do que um dia poderá vir e ser...
sábado, agosto 26, 2006
quarta-feira, agosto 23, 2006
Decidir
Sempre me disseram que estava nas minhas mãos. No entanto, eu adiei mais um pouco, por medo ou covardia, por insegurança ou por querer que desse certo? Não sei. Eu fico quieta no meu canto, eu às vezes rio, muitas vezes choro. Queria uma casa... na cidade, onde há uma montanha. Queria não ter que sair, assim, como quem vai com uma grande mágoa no coração. Também queria que aquelas palavras não tivessem sido ditas. Deixar um emprego não é uma coisa fácil. Já tenho outro. Parece tudo tão tranqüilo para mim, apesar de as estatísticas mostrarem números horrendos, eu pude dizer, e sem medo de errar: "Chega! Não!" Isto tudo mais me dói do que conforta, mais me usa do que me chama a participar, mais me quer convencer do que me aceitar. Estou entristecida, porém não magoada. Eu queria só ter conseguido me fazer ouvir. Mas penso que eu não deva me preocupar. Foi um ano... Puxa, fiz amigos, aprendi o brilho e o fracasso de ser prof.
quarta-feira, agosto 16, 2006
Like a bridge over troubled water...
a paixão pelas idéias é uma condição típica dos seres superiores
onde estão eles? onde?
agulhas, alfinetes no palheiro...
impossível vislumbrá-los!
oh, como procuram
a perfeição
critério condizente, naturalmente
com as suas potencialidades superlativas.
seres deste mundo
eles, este mundo
sim, este que é perfeito
o meu mundo é aquele em que não se dobram os joelhos;
vive-se apenas: nenhum lusco-fusco,
nenhum superior universo de criações, originalidades digitais
redentoras.
no fim, todos
frágil condição de
pó.
não que eu desacredite de minha permanência para além...
mas sou fatuidade,
eco
ou
redundância ainda em seu superego ferido,
afrouxado pela não aceitação?
por que? não lhe disseram SIM,
mestre!
reverência...
você realmente é fenômeno
e eu
como diz a música: "descobri que viver cansa, mesmo..."
mas eu o admiro rs
não por masoquismo ou por inclinação sádica.
eu sou "normal", comum, equivocada, correta e radical em minhas escolhas
e acredito que o destino, talvez por compaixão, me presenteie
com a feliz coincidência de vez ou outra encontrar a projeção real do sonho de diálogo
é boba mesmo a palavra
no entanto, chegadas ou partidas não me atingem
o que mais me estranha
solidão e ironia
por escolha.
onde estão eles? onde?
agulhas, alfinetes no palheiro...
impossível vislumbrá-los!
oh, como procuram
a perfeição
critério condizente, naturalmente
com as suas potencialidades superlativas.
seres deste mundo
eles, este mundo
sim, este que é perfeito
o meu mundo é aquele em que não se dobram os joelhos;
vive-se apenas: nenhum lusco-fusco,
nenhum superior universo de criações, originalidades digitais
redentoras.
no fim, todos
frágil condição de
pó.
não que eu desacredite de minha permanência para além...
mas sou fatuidade,
eco
ou
redundância ainda em seu superego ferido,
afrouxado pela não aceitação?
por que? não lhe disseram SIM,
mestre!
reverência...
você realmente é fenômeno
e eu
como diz a música: "descobri que viver cansa, mesmo..."
mas eu o admiro rs
não por masoquismo ou por inclinação sádica.
eu sou "normal", comum, equivocada, correta e radical em minhas escolhas
e acredito que o destino, talvez por compaixão, me presenteie
com a feliz coincidência de vez ou outra encontrar a projeção real do sonho de diálogo
é boba mesmo a palavra
no entanto, chegadas ou partidas não me atingem
o que mais me estranha
solidão e ironia
por escolha.
domingo, agosto 13, 2006
B o m b a
boba a palavra
torpe
a palavra
oba, a palavra!
pena, a parva
pena, o corvo
melhor,
urubu,
pena...
uma pomba
paz,
a palavra depois da bomba,
não homens-bomba;
a vida, uma bomba
e a palavra é bombástica!!! buuummmm buuuuuuu!!!!!!!!!
sulfúricos, danosos
impetus
no ístimo-íntimo
bombam ataques
pela paz.
palavras
Pax!
você não quis ouvi-las, lê-las...
você busca redimensioná-las;
fazê-las criação;
quero-as perda, fragmentos, regeneração,
afásicas, nonsense, displiscentes e vãs.
não turvas, garotos, coroas, amantes, sonhos de vaidade de um ego que se pensa não ego.
reconheço-me sem conhecer-me;
paciente terminal me envolvo no dia
de gás carbônico e sonhos materialistas.
não fui eu que fiz tudo isso. não sou eu que mudarei tudo isso, porém sei que faço
e não cobro subserviência nem atalhos.
perdoe-me por trair a mim mesma
e por não alcançar o nirvana na fumaça de seu engenho científico,
movido a exatidão criativa...
em reverência...
EU
nós desatados em vós, neles fio de ariadne...
queria encontrá-lo em Amsterdã. rs
Louis Lui, but
no Brasil, aqui, l u i s...
torpe
a palavra
oba, a palavra!
pena, a parva
pena, o corvo
melhor,
urubu,
pena...
uma pomba
paz,
a palavra depois da bomba,
não homens-bomba;
a vida, uma bomba
e a palavra é bombástica!!! buuummmm buuuuuuu!!!!!!!!!
sulfúricos, danosos
impetus
no ístimo-íntimo
bombam ataques
pela paz.
palavras
Pax!
você não quis ouvi-las, lê-las...
você busca redimensioná-las;
fazê-las criação;
quero-as perda, fragmentos, regeneração,
afásicas, nonsense, displiscentes e vãs.
não turvas, garotos, coroas, amantes, sonhos de vaidade de um ego que se pensa não ego.
reconheço-me sem conhecer-me;
paciente terminal me envolvo no dia
de gás carbônico e sonhos materialistas.
não fui eu que fiz tudo isso. não sou eu que mudarei tudo isso, porém sei que faço
e não cobro subserviência nem atalhos.
perdoe-me por trair a mim mesma
e por não alcançar o nirvana na fumaça de seu engenho científico,
movido a exatidão criativa...
em reverência...
EU
nós desatados em vós, neles fio de ariadne...
queria encontrá-lo em Amsterdã. rs
Louis Lui, but
no Brasil, aqui, l u i s...
quinta-feira, agosto 10, 2006
Don't you forget about me?
Diplomático é aquele que usa bomba em lugar de palavras. Só assim chega aos grandes líderes e neles desperta o furor, a reação em nome da paz. Reação por meio do cerceamento da liberdade e contra os que usam bombas, a favor da paz, da ordem, a favor da paz e da ordem... a favor dos interesses do mundo, que são a paz e a ordem. Quem vende armas? Não Eua rs. Eles lutam contra o horror e a favor da... Triste sina a dos heróis das palavras. Subverterão condutas depois, muito tempo depois e serão ícones para figurarem entre...
Entre. Seja bem-vindo. Bem, diplomatas são os que lançam bombas.
Too late
Eu sei que é só uma história insossa, vã mesmo. Eu sei, gritar não adianta. Também calada não me vejo. Eu sei...
Será sempre assim.
E vou chorar,
sorrir também.
E espreitar pela minha cortina essa luz de lua.
Vou sonhar
e acordar,
não vai passar,
não
vão
passar
e vãos se instalarão no espaço
em que não mais cabe um não.
Estrabismo é também coisa de gente, gente... Sim, gente. rs
Acho que tenho isto como certo porque sempre
eu morri mais um dia.
É sempre assim
minha morte:
arte vagabunda, mote à pilhéria, à pena.
Minha morte tão cheia de pretensões
nada convincentes...
no love, no life, no meaning, no sight!
no claque!
rs Eu sempre morri mais um dia.
Sob essa luz de lua fria.
Será sempre assim.
E vou chorar,
sorrir também.
E espreitar pela minha cortina essa luz de lua.
Vou sonhar
e acordar,
não vai passar,
não
vão
passar
e vãos se instalarão no espaço
em que não mais cabe um não.
Estrabismo é também coisa de gente, gente... Sim, gente. rs
Acho que tenho isto como certo porque sempre
eu morri mais um dia.
É sempre assim
minha morte:
arte vagabunda, mote à pilhéria, à pena.
Minha morte tão cheia de pretensões
nada convincentes...
no love, no life, no meaning, no sight!
no claque!
rs Eu sempre morri mais um dia.
Sob essa luz de lua fria.
terça-feira, agosto 08, 2006
Saudade - fuga programada...
Todos ou todas, algum dia, escreveram, assim, como que para ninguém ler, mas no íntimo gostariam de que alguém lesse. Talvez rogassem a leitura daquelas escritas chorosas, aquelas pieguices, aqueles arroubos a la "românticos da segunda geração" por parte exatamente daqueles ou daquelas que as motivaram.
Eu mesma... Loucamente rs, vocês sabem... entreguei a ele esses deslizes, inventivas desavisadas, e ele os elogiou. Um dia, ingênua ou capciosamente, perguntou-me se eu achava que tudo que se espraia verbalmente em emoção deve, necessariamente, ter a ver com a realidade dos sentimentos e das sensações. Disse-lhe sisudamente que não. No fundo, queria lhe dizer que sim. rs Não, não, não... Estou no passado: nem futuro, nem presente. rs Gosto de remotas lembranças. Sou covarde: a dor há pouco vivida não me é fácil suportar.
Essencial
Meu corpo é um templo
portas abertas, convite
às tuas mãos postas,
olhar em prece.
Meu corpo é um templo,
Fé-esperança
de um desejo-lança
Meu corpo...
Um templo
onde teu corpo
joelhos em súplica
levanta vôo nas asas-liberdade,
algemas da ilusão.
Teu corpo um gesto,
Um gesto de prece.
Evocação-crença
do meu corpo-templo
Sacro...Sacrílego!
Puxa!!!!!!!! Once upon a time: novembro, 2000.
Eu mesma... Loucamente rs, vocês sabem... entreguei a ele esses deslizes, inventivas desavisadas, e ele os elogiou. Um dia, ingênua ou capciosamente, perguntou-me se eu achava que tudo que se espraia verbalmente em emoção deve, necessariamente, ter a ver com a realidade dos sentimentos e das sensações. Disse-lhe sisudamente que não. No fundo, queria lhe dizer que sim. rs Não, não, não... Estou no passado: nem futuro, nem presente. rs Gosto de remotas lembranças. Sou covarde: a dor há pouco vivida não me é fácil suportar.
Essencial
Meu corpo é um templo
portas abertas, convite
às tuas mãos postas,
olhar em prece.
Meu corpo é um templo,
Fé-esperança
de um desejo-lança
Meu corpo...
Um templo
onde teu corpo
joelhos em súplica
levanta vôo nas asas-liberdade,
algemas da ilusão.
Teu corpo um gesto,
Um gesto de prece.
Evocação-crença
do meu corpo-templo
Sacro...Sacrílego!
Puxa!!!!!!!! Once upon a time: novembro, 2000.
sábado, agosto 05, 2006
Cantada (depois de ter você)
Tem umas coisas que nem precisam ser vividas para se tornarem significativas. É, talvez seja por isto que as músicas, independente de que corrente venham, a que rótulos pertençam, fazem parte de nosso dia-a-dia. Sei lá, tenho ouvido pouco, e a forma que acho mais incrível é quando ligo o rádio e aquela música...Nossa! Um século de vida lá atrás, e de repente tudo volta, mesmo que jamais tenha sido vivido, o frame, paisagem amalgamada, faz acelerar o coração, fechar os olhos ou parar, sentar, olhar... distante.
A letra a seguir é um desses momentos. Eu julgava sentir assim, como se não houvesse outros motivos, somente aquele ter. Porém, a vida se desfaz, se refaz, muda mesmo! E a gente fica com essas lembranças, essas saudades, gotas de esperança cristalizadas pelo tempo, e continua a acordar toda manhã, em busca de... Tantas coisas. E esquecemos, como uma forma de economizar, para que, quando a alma precisar, haja estoque para alimentá-la nessas sutiliezas de se ouvir de repente...
aquela música... Sim, aquela...
Depois de ter você...
Pra que querer saber
Que horas são
Se é noite ou faz calor
Se estamos no verão
Se o sol virá ou não
Ou pra que é que serve uma canção
Como essa...Depois de ter você
Poetas para que
Os deuses, as dúvidas
Pra que amendoeiras pelas ruas
Para que servem as ruas?
Depois de ter você...
Depois de ter você...
Adriana Calcanhoto.
quinta-feira, agosto 03, 2006
quarta-feira, agosto 02, 2006
Consumo
transpessoal
nova-velha da psica...
análise
poesia, antes do prazer virtual , pianostecla
sexy-murmúrios-transa,
era gozo...
coisa estranha.
tudo na tela fala comigo.
nada na vida sentido e nãos,
nem scarpins, sonhos orgásticos,
nem Sartre, nem vodka.
emails são bálsamos também, curam ou ferem: mortais
condenam
seu convite, ilusão...
um labirinto
de sensações.
sei que é só uma forma autêntica, programada
elogios despertam - pele em flor
não irei
já sei o que vai acontecer
você
agridoce escândalo
disfarça
minhas colegas
pouco se me dá
desloco o papo
trejeito profano
olho
santa condenada à forca
proibido
o que quero
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