Eles já sabiam que eu faltaria, mas quando voltei, pareceu-me que há muito não me viam. Será que sentiram falta? Não sei. E duvido sinceramente que isto possa ter acontecido.
Eu nunca vou sabê-los. Assim como eles a mim, nos supomos. Bom assim. A profissão desgasta. Porém, apresenta situações surpreendentes, engraçadas, situações de carinho, de troca, de necessidades sendo supridas, e ensina gestos de humildade, pois descobrimos que falimos quando pensamos que vencemos, e, vencemos no exato momento em que nos sentimos cair no abismo.
tem comu pra você?
não...
...fazer uma
hum.
braba vc
mesmo?
filhos:?
não.
imagine se tivesse.
rs
entendeu?
tudo bem?
sim.
Sua expressão: nada, e o risinho e o olhar de canto para o colega não deixam dúvidas...
enquanto fazia malabarismos parafrásticos para explicar a estrutura da língua (desnecessário, no entanto...), ele pensava, lembrava, discorria em sua mente sobre qualquer assunto cósmico.
Eu não estava lá, a não ser
quando me olhou e disse: quando o seu níver?
Fiquei indignada, mas segurei. Respondi.
Signo? Hum...olhar distante: "Profª Sandra, sou apaixonado".
Não entendi.
No entanto, estou certa de que a gracinha não falava da matéria. Não sei, penso que às vezes eles e elas pedem respostas, sei que confiam em mim. Eles querem só falar e ser entendidos, sem grandes teorias. Adolescentes... tsc, tsc...Se às vezes também sou uma, embora tenha aprendido a sair do meu ser eu.
Que fazer?
Allah, me ilumine!
Porque queria encurtar a vida para tanto mais poder prolongá-la, entrei em combate e da filosofia restaram reminescências cálidas e um olhar tristemente embevecido diante do que um dia poderá vir e ser...
quarta-feira, abril 26, 2006
domingo, abril 23, 2006
Os elementos básicos definidores do método maquiavélico são:
Utilitarismo – "Escrever coisa útil para quem a entenda;
Empirismo – "Procurar a verdade efetiva das coisas";
Antiutopismo – "Muitos imaginaram repúblicas e principados que jamais foram vistos"; Realismo – "Aquele que abandona aquilo que se faz por aquilo que se deveria fazer, conhece antes a ruína do que a própria preservação".
Utilitarismo – "Escrever coisa útil para quem a entenda;
Empirismo – "Procurar a verdade efetiva das coisas";
Antiutopismo – "Muitos imaginaram repúblicas e principados que jamais foram vistos"; Realismo – "Aquele que abandona aquilo que se faz por aquilo que se deveria fazer, conhece antes a ruína do que a própria preservação".
No need questions
Instigar
Instintivo
Instrumentar a alma,
refresco, aceita?
?
Para nada
E deixar por si
Clareza e opacidades
Instintivo
Instrumentar a alma,
refresco, aceita?
?
Para nada
E deixar por si
Clareza e opacidades
o dia, a noite, madrugadas
mal
bem
ninguém.
Sem dramas
eu gosto do brinquedo
torpedo
post
padre quevedo
tolo da imprensa
eu, tola trietagem
eis a liberdade
liberdade?
mal
bem
ninguém.
Sem dramas
eu gosto do brinquedo
torpedo
post
padre quevedo
tolo da imprensa
eu, tola trietagem
eis a liberdade
liberdade?
posso rir, chorar, refletir
não me cadastrar
sem intromissão,
entreter-me
ler apenas...
Nunca quis parecer
sou desprovida de pré-ajustes.
A cosmovisão servil
é um engano.
Fecho a conta,
mas sempre
e sinceramente
reabro a
página: é só bom gosto.
e sei que meu estilo cômico-depressivo-adolescente-bricolagem
pobre, ausente, normal, hormonal
é norte
que afeta a crítica.
A vida são paradoxos;
contigüidades, rupturas...
e afinal, cada um com sua ID
e eu com minha SR
sintaxe de regência
sinta-se sempre bem-vindo(a).
To you, meu anjo: Jáci
Interblogs
um inventário
vão, valha-me deus!
anonimamente lia, e
tuas metáforas
boquiabortaram de mim
bamba bomba big bang...
explosão
ex-torção
me edifico
luz solar
(in)canto
redescubro
teu ritmo
versos-frank.
vão, valha-me deus!
anonimamente lia, e
tuas metáforas
boquiabortaram de mim
bamba bomba big bang...
explosão
ex-torção
me edifico
luz solar
(in)canto
redescubro
teu ritmo
versos-frank.
sábado, abril 22, 2006
...

FETICHE
os copos
as pedras
gelo vodka
sou natasha
tua
a boca
no copo
na minha
batom
no teu
sorver
desejo
no meu olhar
cortejo
as horas
são mortas
delírio
teu convite
uísque
sem verso
que ânsia
estranha
estranho
silêncio
remanso
releio o manual
pele, trégua
paz
estive mesmo?
não confirmo
tonta, perdida
um copo
sonho
despertador me avisa:
realidade deixa a carne fria,
o cérebro em guarda
e a vida passa
enquanto
não vês que
minha boca...
possui
tua boca no copo
nas tuas pedras...
gelo adormeço...
Imagem: busca google.Pô, Dul, legal essa de brincar de ilustrar. Bem, acho que essa é resposta: no fim, tudo são só umas egobrincadeiras dessa minha forma de ver o mundo de modo sério e reflexivo. Obrigada pela dica.
domingo, abril 16, 2006
Não é caso para ignorar
Quando o tempo em que vivemos demonstra que, por perder seus caminhos com a espritulidade, o homem contemporâneo perde também sua vertente essencial: o exercício do AMAR, independente de qualquer opção: poli, mono, ...deuses, sem deuses, cem deuses.Esses homens só pediam, dentro do contexto humano em que viveram, que não perdêssemos a capacidade de SERMOS humanos, somente.
Alan e eu rs. Oh, brincadeira boa essa a nossa, né? Amor-irmão da San. Amo você.
Catarse
trinam os versos
criam os terços
lábios antigos
agradecimentos seculares
mansos de angústia
perfilam dedos afoitos
leio teu verso
espreito teu (in)verso
trincas o moral
moralizas o imoral
conversas?
desgraça!
que trinca
que trincha
que ri
do falido
reto retina
sina
"separe o joio..."
sorry, Rita
quero Maquiavel meu amigo e
Freddy Krüeger, o do mal que me seduzia,
único filme de terror que assisti por completo.
trilha, três, trio
que brio!
que frio
escárnio, devaneio
perfídia
orquídea rapace
passagem fugaz,
fuga atroz
poema, poesia
maestria no real
perde o toque
de fatal
vadiagem
bebericagem
seleção, segundo o
Houaiss: triagem.
criam os terços
lábios antigos
agradecimentos seculares
mansos de angústia
perfilam dedos afoitos
leio teu verso
espreito teu (in)verso
trincas o moral
moralizas o imoral
conversas?
desgraça!
que trinca
que trincha
que ri
do falido
reto retina
sina
"separe o joio..."
sorry, Rita
quero Maquiavel meu amigo e
Freddy Krüeger, o do mal que me seduzia,
único filme de terror que assisti por completo.
trilha, três, trio
que brio!
que frio
escárnio, devaneio
perfídia
orquídea rapace
passagem fugaz,
fuga atroz
poema, poesia
maestria no real
perde o toque
de fatal
vadiagem
bebericagem
seleção, segundo o
Houaiss: triagem.
sábado, abril 15, 2006
Vou deletar sim. rs
Não adianta. Você diz para eu deixar aqui essas bobagens todas, fictícias, porque você tem gostado de lê-las, mas você não se registra. Está bem que eu não sou assim tão incrível. E sei da sua admiração, pelo menos é o que parece. Bem, pode ser respeito. Afinal, a gente se respeita. rs
Você não vai comentar mesmo. Olha, prometo salvar aqueles textos que mais gosto, porque, como diz você, posso me arrepender depois, se apagá-los todos. Posso sentir uma saudade de lê-los. rs Prometo que farei outro blog um dia. E você sabe que o que me motivou à criação deste já é uma história estranha. Entenda, sim. Não vale mais a pena. rs E daqui, de onde estou, o passar do tempo é um vertiginoso labirinto de novidades. Grandes e serenas novidades. Amo ocê, viu? E sei que me entenderá. Beijoooooooooooooo.
San
Você não vai comentar mesmo. Olha, prometo salvar aqueles textos que mais gosto, porque, como diz você, posso me arrepender depois, se apagá-los todos. Posso sentir uma saudade de lê-los. rs Prometo que farei outro blog um dia. E você sabe que o que me motivou à criação deste já é uma história estranha. Entenda, sim. Não vale mais a pena. rs E daqui, de onde estou, o passar do tempo é um vertiginoso labirinto de novidades. Grandes e serenas novidades. Amo ocê, viu? E sei que me entenderá. Beijoooooooooooooo.
San
Mere words
Hum, bombom é bom
chocolate é bom
gosto de chocolate é bom
cacau é do Brasil
Futebol é do Brasil
português é também do brasil
eu sou do brasil
minha cor lembra chocolate
mas prefiro esse gosto-lágrima
áfrica-portugal-brasil saudade
esse enlevo de escrever qualquer
palavrararalatalatimlategregoinglêstupiceciperimacunaímacula
serpente ser gente
ser niente
um verso estridente
uma alegria de guerra e uma guerrilha pela paz...
chocolate é bom
gosto de chocolate é bom
cacau é do Brasil
Futebol é do Brasil
português é também do brasil
eu sou do brasil
minha cor lembra chocolate
mas prefiro esse gosto-lágrima
áfrica-portugal-brasil saudade
esse enlevo de escrever qualquer
palavrararalatalatimlategregoinglêstupiceciperimacunaímacula
serpente ser gente
ser niente
um verso estridente
uma alegria de guerra e uma guerrilha pela paz...
sexta-feira, abril 14, 2006
Autoria
Que é de minha originalidade?
Sutileza vaidosa
Desfiz-me na luta por ti,
E meu coração sem graça sorriu...
E ao leque perfumado de tuas palavras fez-se bobo
desprotegeu-se, e tua existência de mim se apropriou
como coisa registrada em papel timbrado,
desvelou-se em guardar-me em tua gaveta
e a ação do tempo foi breve;
deixando-me estar, esqueceste de mim.
Firma reconhecida, nada te tirou a garantia
do possuir-me,
porém nunca quiseste exercer o teu direito
e as linhas amorosas apagaram-se...
Senti-me reduzir
e agora cansa-me o pensamento de estar em ti.
Foste tão breve, e tão sempre continuas.
Que busca essa na minha íris perdida no horizonte degradê...
Que indolência essa que me condena a ti...
Que espaço este que não preenches...
Que amores aqueles que me oferecem
e que não te desfazem em mim?
Esse prazer de lençóis e carícias não me contam que partiste,
só me revelam a exaustão do corpo
e a necessidade de sentir solidão.
Teu vagar a qualquer hora não nota que a qualquer segundo
poderia estar do teu lado.
Dois a dois os braços,
dois a dois o silêncio...
Dois a dois o desejo e
dois a dois somos
amor que se perdeu no acaso.
Acaso tens visto o ocaso?
Sutileza vaidosa
Desfiz-me na luta por ti,
E meu coração sem graça sorriu...
E ao leque perfumado de tuas palavras fez-se bobo
desprotegeu-se, e tua existência de mim se apropriou
como coisa registrada em papel timbrado,
desvelou-se em guardar-me em tua gaveta
e a ação do tempo foi breve;
deixando-me estar, esqueceste de mim.
Firma reconhecida, nada te tirou a garantia
do possuir-me,
porém nunca quiseste exercer o teu direito
e as linhas amorosas apagaram-se...
Senti-me reduzir
e agora cansa-me o pensamento de estar em ti.
Foste tão breve, e tão sempre continuas.
Que busca essa na minha íris perdida no horizonte degradê...
Que indolência essa que me condena a ti...
Que espaço este que não preenches...
Que amores aqueles que me oferecem
e que não te desfazem em mim?
Esse prazer de lençóis e carícias não me contam que partiste,
só me revelam a exaustão do corpo
e a necessidade de sentir solidão.
Teu vagar a qualquer hora não nota que a qualquer segundo
poderia estar do teu lado.
Dois a dois os braços,
dois a dois o silêncio...
Dois a dois o desejo e
dois a dois somos
amor que se perdeu no acaso.
Acaso tens visto o ocaso?
Cinza
Um quarto de hotel, igual a todos.
A hora sem metáfora, a sesta
que nos desagrega e perde. A frescura
da água elemental na garganta.
A névoa tenuamente luminosa
que circunda os cegos, noite e dia.
O endereço de quem acaso morreu.
A dispersão do sonho e dos sonhos.
A nossos pés um vago Reno ou Ródano.
Um mal-estar que já se foi. Essas coisas
demasiado inconspícuas para o verso.
Jorge Luis Borges
A hora sem metáfora, a sesta
que nos desagrega e perde. A frescura
da água elemental na garganta.
A névoa tenuamente luminosa
que circunda os cegos, noite e dia.
O endereço de quem acaso morreu.
A dispersão do sonho e dos sonhos.
A nossos pés um vago Reno ou Ródano.
Um mal-estar que já se foi. Essas coisas
demasiado inconspícuas para o verso.
Jorge Luis Borges
quinta-feira, abril 13, 2006
Uma presença...
Não são as aparências que enganam, não são as presenças que se fazem distantes que nos aprisonam num sentimento de não alcance. Não são os meios-termos ou os termos totais. O que nos faz sentir um ecoar de "tudos" é, sem dúvida, a ausência. A ausência caracteriza-se pela produção do silêncio. E é exatamente este silêncio provocado, estampido que mata o "todo" de um eu reduzido a nada de tantos, que nos obriga à reentrada em nós. E estarmos em nós é tentativa evitada sem disfarce, pois estarmos em nós é uma ameaça, é um risco, é uma luta sem nenhuma possibilidade de vitória. Meu Eu é morto, porque jamais foi "uno". Como desatar-nos, como sairmos desses novelos? - dessas "novelas" editadas todos os dias por meio de nossas vivências que nos causam NÓS na garganta, gargalhadas sinceras, espontâneas ou provocadas, tristezas desmotivadas, mas que são respostas, emoções que me identificam, orientam o olhar dos demais sobre mim...? - Como, como... Como desatrelar-nos do "outro", outros de mim que estão em mim? - degenerados, covardemente heróis vivos, que preferiram sobreviver mais a viver menos, este "eus" que sou um nós? Quando eu, um ser dono de minha própria felicidade...? Quem eu, um ter realizado no ser desprovido de coragem diante do silêncio do outro que ecoa em mim, nuvem que se desfaz. Não é o retorno uma cura, e o entorno pode ser a salvação. No entanto, ainda assim há um iluminar breve que relampeja na consciência como crença, não ao início de tudo, mas o início a partir da ausência, quando o pretérito mais-que-perfeito - tu partiras quando cheguei, coração em repouso e objetividade em ação. Não há ninguém, e todos permeiam esse escrever-refletir-ter-ser objeto em construção, talentoso caminho para recriar o nunca-mais como fonte de crescimento. À dor vazia do "não" corresponde o descobrir de que em mim ecoam os relampejos deste que outrora fora, hoje jamais será. Reconstruir-me é um caminho lento, difícil, dói na maioria das vezes. No entanto, sempre me vejo um tantinho melhor, um tantão mais adulta e tão menos em feridas. Recalques expostos, a vida torna-se bem menos pesada. E se não sou aquela que esperavam, sou aquela possível na constituição diária entre deuses e pagãos, plebes e nobreza, entre o conhecimento e sua produção, entre o desejo de tese, um "criar', ilusoriamente advindo de mim. "Todo dizer repousa num já dito". Despertamos então dizendo o que nunca foi dito? Sim, se acreditássemos no contrário, estaríamos perdidos. Somos ilusoriamente origem, ilusoriamente. Afinal, se nossa voz primordialmente processasse a criação, então qual motivo teríamos para nos reportarmos aos grandes da história da evolução da criação e do conhecimneto? Ilusoriamente origem...
A presente reflexão é uma torrente de teorias, impressões da vida, estudos que tenho "gravados" na retina e intelectualmente desenvolvidos. Só estou tentando repensar toda a minha trajetória como analista de discursos. O registro dessas reflexões não é despretensioso. No entanto, é falho, eu sei. Estou em processo de construção de "falas". São visões paradoxais, pois o paradoxo é minha "sina", digamos assim. A visão que quero expressar, porém, não se baseia somente nesse sentido de aproximar contrários. Quero entender o intervalo no qual se produzem esses opostos que se assemelham. E ALLAH permita que da pós ao mestrado, um ano e meio mais, a senhorita aqui transponha mais uma etapa de sua evolução confirmando titulações que são antes e depois de tudo sua maior esperança.
A presente reflexão é uma torrente de teorias, impressões da vida, estudos que tenho "gravados" na retina e intelectualmente desenvolvidos. Só estou tentando repensar toda a minha trajetória como analista de discursos. O registro dessas reflexões não é despretensioso. No entanto, é falho, eu sei. Estou em processo de construção de "falas". São visões paradoxais, pois o paradoxo é minha "sina", digamos assim. A visão que quero expressar, porém, não se baseia somente nesse sentido de aproximar contrários. Quero entender o intervalo no qual se produzem esses opostos que se assemelham. E ALLAH permita que da pós ao mestrado, um ano e meio mais, a senhorita aqui transponha mais uma etapa de sua evolução confirmando titulações que são antes e depois de tudo sua maior esperança.
domingo, abril 09, 2006
A duas mãos, virtuais...
filosóficos nós
disfarçamos bem a solidão
será a chuva?
será o vento?
será o tempo..?
será um alento?
será um tormento
um gesto desatento?
Uma forma solitária de esquecimento?
será minha falta de talento?
será minha necessidade de entendimento?
será um desalento?
será o olhar desatento?
início de um novo movimento?
se vc quiser...eu tento..
tenta...aceito o teu invento
desde que não seja sangrento...
voltei....com vc..no pensamento...
mostre-me alento
sempre...estático ou em movimento..
sempre verdadeiro, sumarento
e sem nenhum lamento...
Nenhum, talvez um desejo louco, um terno envolvimento
um beijo depois....ou quem sabe...um adiantamento...
uma garantia de espaço, um cardíaco ensalamento
nunca um sofrimento...
nunca um impedimento
talvez aconchego
ou um chamego..
posto que agora à estrada do amor chego, não seria um convite malfazejo
a vc...meu apego...
a você, meu desejo...
Cesar e eu... rs
disfarçamos bem a solidão
será a chuva?
será o vento?
será o tempo..?
será um alento?
será um tormento
um gesto desatento?
Uma forma solitária de esquecimento?
será minha falta de talento?
será minha necessidade de entendimento?
será um desalento?
será o olhar desatento?
início de um novo movimento?
se vc quiser...eu tento..
tenta...aceito o teu invento
desde que não seja sangrento...
voltei....com vc..no pensamento...
mostre-me alento
sempre...estático ou em movimento..
sempre verdadeiro, sumarento
e sem nenhum lamento...
Nenhum, talvez um desejo louco, um terno envolvimento
um beijo depois....ou quem sabe...um adiantamento...
uma garantia de espaço, um cardíaco ensalamento
nunca um sofrimento...
nunca um impedimento
talvez aconchego
ou um chamego..
posto que agora à estrada do amor chego, não seria um convite malfazejo
a vc...meu apego...
a você, meu desejo...
Cesar e eu... rs
REVERÊNCIA AO DESTINO
Falar é completamente fácil, quando se têm palavras em mente que expressem sua opinião.Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá. Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias. Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado. Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir. Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz. Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação. Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. Ou ter coragem pra fazer. Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado. Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende. E é assim que perdemos pessoas especiais. Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar. Difícil é mentir para o nosso coração. Fácil é ver o que queremos enxergar.Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil. Fácil é dizer ´oi´ ou ´como vai?´. Difícil é dizer ´adeus´. Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas... Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados. Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa. Fácil é querer ser amado.Difícil é amar completamente só. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama. Fácil é ouvir a música que toca. Difícil é ouvir a sua consciência. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas. Fácil é ditar regras. Difícil é segui-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros. Fácil é perguntar o que se deseja saber. Difícil é estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta. Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade. Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria. Fácil é dar um beijo.Difícil é entregar a alma. Sinceramente, por inteiro. Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida. Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro. Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica. Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado. Fácil é sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho. Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se eterniza, e nenhuma força jamais o resgata. Carlos Drummond de Andrade
Nubes (1)
No habrá una sola cosa que no sea
una nube. Lo son las catedrales
de vasta piedra y bíblicos cristales
que el tiempo allanará. Lo es la Odisea,
que cambia como el mar. Algo hay distinto
cada vez que la abrimos.
El reflejo de tu cara ya es otro en el espejo
y el día es un dudoso laberinto.
Somos los que se van. La numerosa
nube que se deshace en el poniente
es nuestra imagem. Incesantemente
la rosa se convierte en outra rosa.
Eres nube, eres mar, eres olvido.
Eres también aquello que has perdido.
Jorge Luis Borges
Nuvens (1)
Não haverá uma só coisa que não dê idéia
de uma nuvem. O são as catedrais
de vasta pedra e bíblicos cristais
que o tempo renderá. O é a Odisséia, que muda como o mar. Algo há de diferente
cada vez que a abrimos. O reflexo
de teu rosto já é outro no espelho
e o dia é um duvidoso labirinto.
Somos os que se vão. A numerosa nuvem que se desfaz no poente
é nossa imagem. Incessantemente
a rosa se converte em outra rosa.
És nuvem, és mar, és o esquecido.
És também aquilo que está perdido.
Jorge Luis Borges
sexta-feira, abril 07, 2006
Campainha
Se tocasse, como eu desejei, traria o mensageiro, que em mãos absolutas de oferecimento diria: "Entendo, mas tenho o direito de não aceitar".
Como fruta madura, no entanto, o desejo despenca e a realidade converte o simples num refluir de "ires" e "vires". Águas do rio de minha infância. Ah, a linguagem: constituo o teu eu e tu constitui o meu , e o recorte de nos compreendermos origem é uma necessidade ilusória de sobrevivência. Ninguém é uma comunidade, todos fazem parte dela. Afinal, de que valeria o número do CPF e do RG, se não dissesse o tempo todo: "EU"? rs
Bem, acho que caí na poeteoria; perdoem-me os doutos, d'outros teoremas. Vou refazer-me agora e quem sabe escreva algo útil da próxima vez.
Como fruta madura, no entanto, o desejo despenca e a realidade converte o simples num refluir de "ires" e "vires". Águas do rio de minha infância. Ah, a linguagem: constituo o teu eu e tu constitui o meu , e o recorte de nos compreendermos origem é uma necessidade ilusória de sobrevivência. Ninguém é uma comunidade, todos fazem parte dela. Afinal, de que valeria o número do CPF e do RG, se não dissesse o tempo todo: "EU"? rs
Bem, acho que caí na poeteoria; perdoem-me os doutos, d'outros teoremas. Vou refazer-me agora e quem sabe escreva algo útil da próxima vez.
quinta-feira, abril 06, 2006
O nunca mais...
É tão comum dizermos que NUNCA MAIS. Será que realmente percebemos o sentido deste falar?
Uma colega de trabalho morreu. Assim, dentro de quinze dias: de uma gripe a uma doença grave. Morte. Não entendo, nunca entenderei, ninguém entenderá. Em menos de quinze dias, ela estava lá: palpável, elogiei a camiseta que usava: Brasil escrito em letras azuis de lantejoulas, em clima de Copa, estava em clima de VIDA.
Que fragilidade esse existir. A que viemos? Será que teremos tempo para responder... A que estamos? Só para estarmos certos de que tudo é como a frase da música: "like a candle in the wind"? E o sopro não só nos extingue por completo. Ele instala o NADA irreversivelmente absoluto. Redundância que nos deixa tontos e frágeis, delicada pétala que o orvalho da manhã vitaliza e o pôr-do-sol sepulta, num eterno ciclo de ressurgir o gérmen de extinção e de esperança que não cabe aos nossos olhos, lentos na arte de desvendar o amor, o privilégio do ver. Dói muito a ausência que não se pode desfazer numa palavra, num pedido, num grito, num gesto, num movimento. Espanta, comove e machuca a ação da eternidade sobre mim.
Uma colega de trabalho morreu. Assim, dentro de quinze dias: de uma gripe a uma doença grave. Morte. Não entendo, nunca entenderei, ninguém entenderá. Em menos de quinze dias, ela estava lá: palpável, elogiei a camiseta que usava: Brasil escrito em letras azuis de lantejoulas, em clima de Copa, estava em clima de VIDA.
Que fragilidade esse existir. A que viemos? Será que teremos tempo para responder... A que estamos? Só para estarmos certos de que tudo é como a frase da música: "like a candle in the wind"? E o sopro não só nos extingue por completo. Ele instala o NADA irreversivelmente absoluto. Redundância que nos deixa tontos e frágeis, delicada pétala que o orvalho da manhã vitaliza e o pôr-do-sol sepulta, num eterno ciclo de ressurgir o gérmen de extinção e de esperança que não cabe aos nossos olhos, lentos na arte de desvendar o amor, o privilégio do ver. Dói muito a ausência que não se pode desfazer numa palavra, num pedido, num grito, num gesto, num movimento. Espanta, comove e machuca a ação da eternidade sobre mim.
segunda-feira, abril 03, 2006
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