Todos ou todas, algum dia, escreveram, assim, como que para ninguém ler, mas no íntimo gostariam de que alguém lesse. Talvez rogassem a leitura daquelas escritas chorosas, aquelas pieguices, aqueles arroubos a la "românticos da segunda geração" por parte exatamente daqueles ou daquelas que as motivaram.
Eu mesma... Loucamente rs, vocês sabem... entreguei a ele esses deslizes, inventivas desavisadas, e ele os elogiou. Um dia, ingênua ou capciosamente, perguntou-me se eu achava que tudo que se espraia verbalmente em emoção deve, necessariamente, ter a ver com a realidade dos sentimentos e das sensações. Disse-lhe sisudamente que não. No fundo, queria lhe dizer que sim. rs Não, não, não... Estou no passado: nem futuro, nem presente. rs Gosto de remotas lembranças. Sou covarde: a dor há pouco vivida não me é fácil suportar.
Essencial
Meu corpo é um templo
portas abertas, convite
às tuas mãos postas,
olhar em prece.
Meu corpo é um templo,
Fé-esperança
de um desejo-lança
Meu corpo...
Um templo
onde teu corpo
joelhos em súplica
levanta vôo nas asas-liberdade,
algemas da ilusão.
Teu corpo um gesto,
Um gesto de prece.
Evocação-crença
do meu corpo-templo
Sacro...Sacrílego!
Puxa!!!!!!!! Once upon a time: novembro, 2000.
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