sábado, dezembro 12, 2009

For all my life

eu...
será?
sou...
uma em dó
pena, solidão...
os copos todos não me tiraram
a certeza de que acabou...

nada nem ninguém para habitar de novo
aqui onde você tão rapidamente deixou de se aninhar

pernas incertas
e lágrimas

por quê?

ah, amor, sentimento fero, quantas me fizeste passar...

tonta e só

perdida...

tua ida me deixou assim

em altissonante ausência...

que eu fiz? - repete meu cérebro em dissonância de meu coração estúpido
ainda o ama...

e meu corpo... sente maior a angústia  - não mais ser/ter você calor e magia...

que eu fiz? - amei-o como quem não esquece de bendizer a sorte de respirar
pela saúde plena de seus pulmões.

que fiz eu? - e as lágrimas dissipam a esperança e reforçam a dor
quando encontro a coragem para admitir  a resposta:
"Tu, criatura, amaste, como quem ama a própria e inefável sorte de viver!

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