sexta-feira, dezembro 31, 2010

2011

se avizinha de mim o ano...novo...
e eu, assim, a mesma, 
só mais um ano, menos medos,
mais experiências, certeza de saber amar.

estão aqui os que amo,
não todos, e também estão os que me amam,
mas nem todos...

sempre há, em mim, essa saudade
esse querer extemporâneo que me acompanha tem tanto tempo.
"eu sempre precisei de um pouco de atenção
acho que não sei quem sou,
só sei do que não gosto"...

trago tanta conquista importante,
trago a alegria da madrugada de ontem...
caminhava às 4h da manhã na praia...

amo o mar
amo amar
estou certa de que fiz e farei o que puder
para sempre me tornar mais feliz
ano novo chegando...
tanta esperança borbulhando em mim
tanta paz, tanta calma...

um bocadinho de vazio e de saudade.
também tantinho assim de arrependimento
por ter me enganado, e um pouquinho de timidez
receosa de encontrar de novo o amor,
esse tal senhor que me torna pessoa recolhida, terna
mulher realizada, em paz, contrariando todos os rótulos que grudam em mim

bem, hora de me preparar...2011!!! ah, sei que será perfeito porque tenho a oportunidade
de viver de novo tudo que eu quiser viver...

Feliz, sempre mais...
amada, amante, amor...
mulher de fases, faces, perfis

como tantas e nenhuma, uma: Sandra - menina e mulher, flor...
"tudo de mais importante, um segundo só, para alguém" que se foi em meio às minhas lágrimas,
meus sorrisos e meu abraço ansioso para que ficasse...
minha voz implorando para que fosse
enquanto que meu coração me sufocava de tristeza...

e foi...2010!!! - bem, sigo em frente na certeza de que sempre sou eu...
sincera, leal, Sandra...



assim, srta. Senhas, srta. maisfeliz, sunflower,


San - looking for sun...

só...

quinta-feira, dezembro 23, 2010

Feliz Ano Novo!!

Os que falam são seres humanos,
Grandiosa e pequenamente humanos,
Pois o que difere o homem do instinto é a sua racionalidade
Constituída...

tchan, tchan, tchan!!!... pela linguagem!!
E isto vale também para os seres, crentes que sua origem advém de linhagem herdada  longinquamente dos párias que a trouxeram, expulsos de suas terras, as das "oropa" para a terra brasilis!
- a linguagem!

Sim, essa menina-mulher, douta em desvendar desmiolados, pretensamente superpostos (traduzindo: superiores) à visão dos que falam e agem pela palavra...
até estes, senhores! – sucumbem à palavra, às palavras!!
E as usam como usurários, posto que exploram e dispõem do sentimento  das pessoas de bem (das que falam) para o bel-prazer de seu ego monostático e empedernido.
A esses humanos, homo iludens, que se pensam teimosos,
Embora sejam muito mais mote à pilhéria,
Porque sempre servirão de assunto,
Única forma de existirem no mundo...
 para satisfazer seu ego, vale a máxima “falem mal, mas...
que tal: “ riam de mim...”? rsrsrsr

Distintamente dos que usam a palavra para serem,
Estes que as evitam, são usados pelas palavras dos outros,
E definham quando, de repente, se percebem incapazes até mesmo dos vícios da linguagem...
Iniciados pelo mundo dos que falam,
Recolhem-se orgulhosos à sua insignificância, pois
Jamais possuirão competência para além de ver, “ouvir estrelas”...
São incapazes de adiante avançarem “de boa” o cabo da Esperança.
Seres amorfos e constituídos por certa longínqua terra de mães e pais
Cultivadores de colonialismo servil, submetidos à retórica da vida cristã...
Até que a morte os separe, condenam-se uns aos outros,
E que a vida os aproxime, e faça-os brindarem  a um ano...de sempre.
Os fogos da celebração desse encontro virão das palavras duras, desarmoniosas
Das esposas não aceitas, do filho prodígio que retorna, orgulhoso...
De...ah, perdoem-me...
Esses não usam as palavras e detestam ouvi-las...





quarta-feira, dezembro 22, 2010

REFÚGIO


de repente, no meio da festa, uma necessidade
sem quê de origem,
 faz pousarem soberanas sobre mim
saudade e melancolia.

não há um porquê...
embora haja tantos e possíveis.
“você foi a melhor coisa que tive
e o pior também em minha vida”

uma paradoxal sensação de estar
mas não pertencer...
sucesso entre os presentes,
notável e sincera
em sorrisos, afetos e palavras
resta-me eu comigo mesma

a perscrutar na memória
quem esse ser que habitava em mim
abraços, ternura, mel, ilha
confiança, histórias íntimas

fui eu a Penélope moderna,
agora braços vazios?
Fui eu a “sem norte”
a vagar areia, horizontes,
fantasias na velocidade-luz?
mantendo, inteiro, o último mergulho no mar
contentes eu e ele...
o primeiro
gosto de sal...

mãos estendidas, sentindo-se seguras, entre risos e ondas...
súbito, se desprenderam das mãos outras.
Ecoam ainda: “viu?, igual a um peixinho”...

E o mar, infinito Senhor desse constante viver, entre nuvens, sol, chuva, azul e ternura,  alertava:
“vai, filha, sente, ama, desabrocha primavera e desvaneça verão, recolha-se outono e finde inverno”...
nada haverá em troca.


terça-feira, dezembro 14, 2010

Escrevi ontem entre 15 e 16 horas...


13 de dezembro/2010
Chove!!
E a vida continua...
Estou certa de que tudo que vivi até ontem me fez melhor e me tornou mais cheia de esperança...Não é fácil, não será fácil, mas eu me permiti. Não sinto nada e sinto tudo ao mesmo tempo...O mais importante é a contradição e a mudança de estado em que estou.
Ainda não sei bem por quanto tempo vai durar essa apropriação terna que trago dentro de mim. Estranho. Eu sempre aguardo o "para sempre" que sempre acaba. Quase que estou convencida que eu devia desistir. É o mais acertado. Mas há sempre um "mas"...No fim de tudo, estou/sou aquilo que me penso ser/estar. Dói não conseguir ser de outra maneira, embora me tranquilize saber que é assim mesmo que sou...

em Curitiba, na CAUTEC...

segunda-feira, dezembro 13, 2010

Confesso - Ana Carolina

Confesso acordei achando tudo indiferente
Verdade acabei sentindo cada dia igual
Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante
Quem sabe o amor tenha chegado ao final

Não vou dizer que tudo é banalidade

Ainda há surpresas mas eu sempre quero mais
É mesmo exagero ou vaidade
Eu não te dou sossego, eu não lhe deixo em paz

Não vou pedir a porta aberta é como
olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar seu tempo eu já roubei demais

Tanta coisa foi acumulando em nossa
vida
Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder
Aos poucos fui ficando mesmo sem saída
Perder o vazio é empobrecer

Não vou querer ser o dono da verdade

Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais

Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás

Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar seu tempo eu já roubei demais

Não vou querer ser o dono da verdade

Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais