sexta-feira, junho 23, 2006

dois

...
navego por aqui
não nego...
perdia!
as mãos:
ambas me comovem,
me fazem delírio
e ternura;
meticulosas tecem, em compaixão,
distâncias fluidas que me reportam
a ti;
e outras, aqui muito perto, estas mãos me contam
gemidos e dor-prazer que pensei viriam de ti.
covardia a minha distar-me enquanto próxima estive;
que coragem de ti, distante e sem voltar, ainda, envolves certos sonhos
que acalentam inexperiências estelares em mim.
não, sim, talvez...
não!
e o teclado incansável acusa-me em definhamento,
pois que tua palavra-ausente reverberou processos-solidão
e há um século de ti,
menina-mulher.
MULHER!
a maior tempestade fustigou a esperança
porém, não retirou a certeza de um dia eu ter sido real e virtualmente mais feliz.
Saudades...

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