Quando palavras estampido-dor ressoam, para que existirem?
Por que delas revelar trocadilhos fatais?
Dá-as a mim sorriso bonança,
gozo esperança.
De Sua alma-porta poesia transfigure-as por um momento...
Dá-as a mim mergulho em terras distantes,
Faça-as estalar,
reverberar canção
onda-mar-rios infância
faça-as fáceis
altamente bioagradáveis...
Por tantas vezes já as deste a mim
espasmo e horror...
Quero-as acalanto,
Névoas e sono
transcendência.
Tanta consciência e realidade fazem-no
solidão e morte.
Vives?
Duvido.
És sombra, pó
e não voltarás.
Avança e descansa.
Tua luta faz-se vã.
Embala-me, entrega-te
ao meu apelo,
sou olhar-procura de tua essência.
Ressoa-te, pois, em minha alma.
E descansa...