segunda-feira, março 16, 2009

ONCE UPON A TIME II

Oi! Ooii, olá! Então...Que há de novo? Nada! Tudo assim, assim. Hum...Muito trabalho, domingo a domingo...Você gosta? De quê? Disso – trabalho de domingo a... Não! Claro que não! E por quê você...Ei, pergunta difícil, não. As duas riram. Pois é. Você... Que foi? Um olhar...É? Sim, mais sério que o de costume. A vida? Tudo bem. Ele? O olhar se desvia não somente do olhar-outro, mas dela mesma. Uma festa e um sonho! Então, perfeito! Meio sorriso a concordar. Certo? Certo! Ai, você...E os óculos? pergunta entre um riso-olhar de canto. Tenho novos. Que ótimo? Quer ver? O quê? Ora! O quê...os óculos. Ah, sim! Lindos! Sim, de repente os comprei – pura catarse. Um riso largo na expressão de olhar sério. E... estremeço. Mesmo? Como nunca..."Mares nunca d'antes navegados”. Amor, é o A M O R! - minha amiga. Agora, dois risos de acordo. Você o ama? Mais que isso! Silêncio reticente. Tatuagem, volúpia, saudade, calafrios, rimas fáceis – riso tímido no olhar de brilho-luz do amanhecer. Um suspiro. O que fazer? - pergunta escondendo as lágrimas que se ensaiam no canto-olhar de desalento. Sentir, ora! Ah, a sua forma de ver as coisas. Simples assim. É, perdoe-me. Não sou você. Há diferença. Não, não se preocupe. “O Tempo: senhor da razão.” Isto, melhor não evitar. Mas...o quê? Tanta ilusão ou realidade demais? Você, só você, minha amiga, pode definir. Posso!? Riso agora claro. Rosto afogueado. Então, eu gritarei “Te amo!”. Ei, mulher, está louca?! Sorry, my friend! Eu acho que...um minuto, essa música! Sim? No silêncio que se seguiu, a cadência dos passos das duas seguiu rumos diferentes. Ela, no entanto, coração denso, explodindo no peito, absorveu os versos:

Vem a chuva, molha o meu rosto e então eu choro tanto
Minhas lágrimas e os pingos dessa chuva
Se confundem com o meu pranto
Olho pra mim mesmo, me procuro e não encontro nada
Sou um pobre resto de esperança à beira de uma estrada

Nenhum comentário: