O exercício de perdoar aos outros é até relativamente fácil, se o comparar ao exercíco de perdoar a mim mesma. Eu sempre tento, mas acho que no fim falta tato. E tato é tudo. Nenhum olhar substitui a simbiose do tocar, do aproximar-se a ver mais de olhos fechados para mim e aberto para o outro a estender-me a mão para que haja um guia.... Nenhum gesto por mais sublime se concretiza, se a partir dele não houver o gesto de tocar, o olhar mesmo... só é olhar se sugerir que, após olhar, haja fim da distância. Hoje cumprimentei alguém pelo seu aniversário e foi um gesto de aproximar-me. Sempre o considerei tão distante, inatingível e seria meio desrespeitoso para mim fazer esse comentário, já que é casado, mas à força da celebração, cumprimentei-o, afetuosamente. Àquela quebra, num segundo, da distância do olhar ocorreu uma aproximação de humanidade e respeito e entendi que o medo era meu. As convicções e dramas eram meus. E logo depois tivemos uma conversa sobre um assunto corriqueiro da profissão e senti que era ouvida, a partir da pessoa da qual eu me permiti, mesmo motivada friamente, a me aproximar.E descobri que talvez tudo seria menos doloroso se enxergasse o outro e não a mim antes...
...eu sou Sandra Andréia, srta senhas ou San apenas e tenho pés no chão e coração no cérebro...
Nenhum comentário:
Postar um comentário