Porque queria encurtar a vida para tanto mais poder prolongá-la, entrei em combate e da filosofia restaram reminescências cálidas e um olhar tristemente embevecido diante do que um dia poderá vir e ser...
domingo, fevereiro 05, 2006
Novidades - velhas lembranças
Há uma dor aqui - talvez perda antecipada. Mas de quê? Ou de quem? Minha consciência não responde, mas a resposta já sabe. Coisa de intervalo, estava na sala, a tv ligada, o som que vinha do quarto. Um pesar me tomou e constatei no gesto de todos certa atenção. Prometi que faria e não o fiz e eles perceberam que sofreria de novo. Retornaram meu ser-menina e suas palavras roubaram de mim a solidão, porém não acalma o torvelhinho de sensações. Dia seguinte o relógio anuncia a cada segundo e quero só aquele tempo de anteontem. Formatura, antes ainda: livraria. Lembro-me - qualquer nova experiência de leitura era um fascínio que me arrebentava, me enlanguescia, me revelava. Tinha um brilho que só alguns entenderam. No entanto, hoje, A Lista. Eram tão poucos e o destino, tão maior, levou-os de mim. Sobrevivi, mas minhas mãos endureceram e os dedos não reagiram mais, e foi-me proibido escrever. Desatenta me empolguei, quase cinco anos depois, e estou aqui, esperança de que os dedos deslizem suaves; eles reaprenderam rápido. Minha alma também se locomoveu direitinho e o corpo acompanhou. Então... que espera de mim o amanhã? Quero umas flores do campo, e um bom vinho, saúde, emprego, minha mãe e irmãos e o AMOR. Querer e poder? Não, querer é viver.
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