"Eu quero te roubar pra mim..." Sabe, ficam esses versos a se repetirem e minha alma-emoção, empedernida (nossa! que arcaísmo rs) reaparece com um sorriso-luz. Tanta exibição diz: "Vai lá, rouba!"
"Ele não quer ser roubado"... "Ah, tolinha rsrs, quem disse que ele tem que querer? Rouba-o."
E ficam assim desgovernando meu desejo tão bem disfarçado em metáforas, alimentando meu segredo de olhar-tela: tê-lo pra mim, só pra mim, mesmo que por um segundo, jogar-me no abismo... "A pequena morte".
"Eu quero te roubar pra mim" e transgredir toda ordem, porque o fato é que inesperadamente me peguei pensando em você e perdi o ponto de ônibus e a carona. Imagine a cena: salto 10, finíssimo, e eu caminhando por ruas sem asfalto e poeirentas. rsrsrs Por pensar em você, querer te roubar pra mim... Roubo é muito pouco: quero seqüestrá-lo com minha timidez-atrevida, minha composição mulher de Balzac, gata extraordinária (in)experiência, minha solidão sonhadora do teu abraço e meus dias iluminados de conquistas cotidianas singelas e marcadamente proletárias. Eu, te seqüestrar pra mim! Porque não dá pra encarar o toc-toc de meu coração a acordar minh'alma, evitando outra boca-sentido para adiar o beijo que virá do teu afago-precipício e de tua presença-desejo ... O fim de minha espera?
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