sexta-feira, abril 07, 2006

Campainha

Se tocasse, como eu desejei, traria o mensageiro, que em mãos absolutas de oferecimento diria: "Entendo, mas tenho o direito de não aceitar".
Como fruta madura, no entanto, o desejo despenca e a realidade converte o simples num refluir de "ires" e "vires". Águas do rio de minha infância. Ah, a linguagem: constituo o teu eu e tu constitui o meu , e o recorte de nos compreendermos origem é uma necessidade ilusória de sobrevivência. Ninguém é uma comunidade, todos fazem parte dela. Afinal, de que valeria o número do CPF e do RG, se não dissesse o tempo todo: "EU"? rs
Bem, acho que caí na poeteoria; perdoem-me os doutos, d'outros teoremas. Vou refazer-me agora e quem sabe escreva algo útil da próxima vez.

Nenhum comentário: