sábado, maio 14, 2011

sexta, 13 - sobre anjos e demônios

“perfeição demais me agita os instintos
quem se diz muito perfeito
na certa encontrou
um jeito insosso
de não ser de carne e osso
de não-ser” (Zélia Duncan)

Sobre qualquer coisa de que falávamos na sexta, 13...

- sua escolha: que eu achei?. desnecessário responder: sem olhar para o resultado, ao fixar meus olhos nos seus, eu respondia...mas, sincera?, interiormente me perguntava em que revista anos 80, a década mais over, mais mais... da existência pop, embora ela tenha dado lugar ao genial Michael Jackson, você fez sua escolha; realmente, você está conseguindo voltar atrás, reeditar-se, não em “photoshop”, mas em "out fashion style"... putz! toda vez que olho pra você, lembro de fitas da Atari e das 'virgens' BASF. Se você fosse contemporâneo, eu olharia pra você IPOD, IPAD, 3G! - genoroso, gato, gostoso!

o amor e eu: amor pra mim é terreno arenoso, sentimento que me leva de mim, permitindo ao outro me possuir; no risco do amor, me submeto, me condeno por prazer e incerteza. so, my friend, o que é insegurança para você é maturidade, instinto de preservação e, principalmente, critério de seleção em mim...esse meu eu, sem medo da disponibilidade de se entregar sem dramas nem cenários, sem orgulho e trejeitos “barbiescos”...sou natural e desprovida da necessidade de amor editado em  frames que atestam que amo, provam que tenho  tesão,  paixão, alegria e sinto tudo e profundamente, de modo bonito e terno, ao lado daquele que amo...

elogios a mim: aí sirvo-me da deliciosa leitura, apresentando excertos abaixo, que venho realizando para explicar a você o porquê de eu não me incomodar nem me envergonhar em expor meus êxitos e tê-los reconhecido. simples, estou certa a que vim e continuo com a certeza do porquê continuar...

e a isto chamo DIGNIDADE...


“A exaltação do amor próprio, perigosa nos espíritos vulgares, é útil ao homem que serve a um ideal. Este o cristaliza em dignidade; os outros o degeneram em vaidade. O êxito envaidece o tolo, nunca o excelente.” (p. 98-99)

“O que aspira a parecer, renuncia a ser.” (p. 99)
“A fraqueza e a ignorância favorecem a domesticação dos caracteres medíocres, adaptando-os à vida mansa; a coragem e a cultura exaltam a personalidade dos excelentes, cobrindo-a de dignidade. O lacaio pede; o digno merece. Aquele solicita o favor, enquanto que este espera do mérito. Ser digno significa não pedir o que que se merece, nem aceitar o imerecido. Enquanto os servis fazem a escalada por entre matagal do favoritismo, os austeros ascendem pela escadaria de suas virtudes. Ou então, não ascendem por nada.” (p. 100)

“O homem digno ignora as covardias que dormitam no fundo dos caracteres servis; não sabe humilhar-se. Seu respeito pelo mérito obriga-o a descartar toda sombra que necessitar dele, a agredi-la se ameaçar, a castigá-la se ferir. Quando a multidão que impede os seus anseios for anódina e não possuir adversários poderosos, o homem digno refugia-se em si mesmo, entrincheira-se em seus ideais e cala, temendo provocar com suas palavras as sombras que o escutam. E enquanto o clima se transforma, o que é fatal na alternância das estações, espera ancorado em seu orgulho, como se esse fosse o porto natural e mais seguro para sua dignidade.
Vive com a obsessão de não depender de nada; (p. 101)

Referência

I. J. O homem Medíocre: pequeno ensaio de Moral e Ética dirigido aos jovens. Curitiba: Juruá, 2007.










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