(Notícia publicada em um cantinho de um jornal qualquer...)
"Brindaram, felizes, em comemoração à morte da Criatividade, os presentes no aguardado evento: os best-sellers na lista dos mais vendidos (em especial, os do Paulo Coelho, as celebridades de Hollywood (detentoras das maiores bilheterias), dignamente representadas pelos seus representantes (os quais estavam contentes em seus egos subservientes), os cartões-ponto das maiores empresas privadas e estatais, os maiores maledicentes da história (signatários dos blogs de fofocas mais acessados), as mulheres (coelhas, frutas, árvores, dentre outros tipos esquecidos, mas sempre reeditados), os programas de auditório de maior índice de audiência, os programas de "humor" mais comentados, os jornais e telejornais de espetáculo, em especial, aqueles que exigem as provas da morte do líder da Al-Kaeda.
Enfim, a vacuidade humana pomposamente reunida, alguns com togas da ABL, outros exibindo respeitáveis insígnias de governos, e mais outros "glamourando-se" de seus bens em ouro e automóveis, além de mansões luxuosas e o poder de brindar com champanhe francês.
Todos lá, celebrando!!!!! - o fim da Criatividade (ou da Alma Criativa)...
Mas ninguém fez pesquisa de opinião para realmente saber se o povo sabia e gostaria de ver/ouvir/ler as provas deste fim. Também preferiram não criá-las, nem extrair o DNA da Criatividade. Afinal, vai que algum cientista maluco, a partir dos dados, resolvia determinar que, todos, potencialmente, têm a Criatividade em si, retirando muita gente de seu confortável lugar-comum. "Evitemos incômodos" era a frase consensual que se podia "ler" nos olhos de todos os presentes ilustres (Por Sandra Andréia)
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