esses teus olhos semi-abertos
à minha inteira presença;
esses teus abraços, buscadores de esperança
...e de que mais?
não sei ainda...
o que faz com que eu, comovida, tenha esperança de saber...
o que faz com que eu, comovida, tenha esperança de saber...
e, paradoxal escolha, sem controle e medida
me surpreendo amando-o,
timida e enternecidamente,
reconhecendo-o através do meu olhar que,
fascinado pelas idas-vindas,
alcança ilhas, ondas, mares, sol e ventos...
mas...
indecisos, teus gestos me tornam menos feliz
e desabam em mim dúvidas
e desabam em mim dúvidas
que, sufocantes, me impedem
num só fôlego de morte e vida dizer a ti:
de repente, só para ser cotidiana, amo...
teu jeito amuado
teu corpo mar e céu
no meu, estrelas e fantasias
luar e ondas...
e desejo, desesperamente, ir para nunca mais,
pois que, em mim, brotam rumores primaveris
do amor que nasce
do amor que se espraia
do amor que, inteiro, quer tomá-lo
cem anos eternamente
numa caminhada mansa
no itinerário incerto que o destino,
na areia branca,
soletra
soletra
sem metáforas
e que, simples assim, me convida a teu lado
até que a morte nos separe...
e que, simples assim, me convida a teu lado
até que a morte nos separe...
Nenhum comentário:
Postar um comentário