domingo, novembro 07, 2010

De repente, o amor...




esses teus olhos semi-abertos 
à minha inteira presença;
esses teus abraços, buscadores de esperança
...e de que mais?
não sei ainda...
o que faz com que eu, comovida, tenha esperança de saber...


e, paradoxal escolha, sem controle e medida
me surpreendo amando-o,
timida e enternecidamente, 
reconhecendo-o através do meu olhar que, 
fascinado pelas idas-vindas,
alcança  ilhas, ondas, mares, sol e ventos...

mas...

indecisos, teus gestos me tornam menos feliz
e desabam em mim dúvidas
que, sufocantes, me impedem
num só fôlego de morte e vida dizer a ti:
de repente, só para ser cotidiana, amo...

teu jeito amuado
teu corpo mar e céu
no meu, estrelas e fantasias
luar e ondas...

e desejo, desesperamente, ir para nunca mais,
pois que, em mim, brotam rumores primaveris
do amor que nasce 
do amor que se espraia
do amor que, inteiro, quer tomá-lo
cem anos eternamente
numa caminhada mansa 
no itinerário incerto que o destino,
na areia branca, 
soletra
sem metáforas
e que, simples assim, me convida a teu lado

até que a morte nos separe...





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